EDITORIAS

New-01-01.png

ASSINE

assi-01-01.png

ANUNCIE

JETER REINERT SOBRINHO - ANALISANDO .jpg
Analisando
Por Jeter Reinert Sobrinho

BOLSONARO SEGUE LÍDER

24 Agosto 2018 14:02:46


Estamos há poucas semanas do pleito de outubro, mas o que se tem até o momento é que o candidato do "nanico" PSL Jair Bolsonaro parece ter encarnado o sentimento de mudança que se instalou no eleitorado brasileiro.

Cansado da violência, acha interessantes as propostas do ex-militar com tolerância zero ao crime;

Na economia, vê nas propostas de Paulo Guedes, o "posto Ipiranga" de Bolsonaro, as que mais lhe convém a partir da diminuição do tamanho do estado e nos gastos públicos.

Sem máculas em seu currículo, se apresenta com credencial para falar em corrupção.

O discurso de que não entende com profundidade dos grandes assuntos nacionais, parece não ter eco no eleitorado.

ALCKIM E O CENTRÃO

Num primeiro momento se pensou que a ampla coligação de Alckmin e PSDB com o "Centrão" fosse alavancar a candidatura tucana. Parece que foi no sentido inverso. Eleitores identificaram nos partidos que hoje apoiam o tucano a síntese daquilo que querem ver expurgado da política nacional, ou seja, o fisiologismo, a política feita na base do "toma lá, dá cá", a busca por cargos e outras práticas que, parece, já cansaram o eleitor e o brasileiro e que culminou nesse modelo falido de governo de coalizão. Seu nome parece que sofre, ainda, de "fadiga de material" e nem o eleitor paulista, que o elegeu 4 vezes governador, parece querê-lo mais.

ESQUERDAS DIVIDIDAS

As esquerdas, fragmentadas em Marina, PT, Ciro e outros satélites, se por um lado tem seu eleitor cativo, perde com a fatal saída do páreo do eleitor de Lula, que vota nele não por ideologia e que será certamente barrado pela Lei da Ficha Limpa. É só questão de tempo. Poderia se ancorar na transferência de votos maciça do ex-presidente. Mas isso parece pouco provável.

DEBATES NADA

ACRESCENTAM

Se a tônica e o formato dos próximos debates for parecido com o que tivemos na Band e na Rede TV dificilmente terão o condão de modificar o quadro.

Os dois acontecidos até agora foram frios e, se conseguiram alguma coisa, foi reforçar no eleitorado a certeza de em quem não votar. Afora o cabo Daciolo, que pelo menos ficou conhecido, ninguém conseguiu somar nada, até pelo curto tempo destinado às respostas e ponderações. Em um minuto ninguém consegue se aprofundar sobre nada, deixando o eleitor com o sentimento de "quero mais".

Se Bolsonaro nada ganhou nos debates, também não perdeu.

DEFINIÇÃO

Segundo pesquisas a maioria ainda não se definiu em quem votar. Só sabe em quem não vai votar, e, na hora, vai acabar optando por aquele que representa a ruptura com o modelo falido, e ele é representado, na cabeça do eleitor, por Bolsonaro.

Horário eleitoral no Rádio e na TV, que começa dia 31, poderá provocar alguma mudança, dada a hegemonia de Geraldo Alckmin e seus aliados. Porém, de nada adiantará ficar exposto perante o eleitor a maior parte do tempo se não conseguir falar aquilo que ele quer ouvir e que lhe represente a certeza, ou pelo menos a esperança, de dias melhores.





jmv_transparente.png
Editora Jornal do Médio Vale
R. Caçador, 406, Bairro das Nações, Timbó - SC,
89120-000 | Telefone (47) 3382-1855
Sobre o Jornal | Expediente | Assine | Anuncie
icon_facebook.png
icon_youtube.png