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Analisando
Por Jeter Reinert Sobrinho

COISA PARA 'SUPER-HOMEM'

27 Julho 2018 13:36:46


Portal de notícias UOL entrevistou representantes de 15 federações e associações empresariais, entidades de classe, centrais sindicais e conselheiros de grandes empresas e levantou o tamanho da encrenca que o novo presidente do Brasil vai ter que encarar:

Orçamento para 2019 no negativo em 139 bilhões. 2796 grandes obras pública paradas. 1,5 bilhão de prejuízo causado pelo roubo de cargas. Carência de 2.043 obras essenciais a um custo de R$ 1 trilhão. Dar mais segurança a pelo menos 17 cidades brasileiras que estão entre as 50 mais violentas do mundo. 13 milhões de desempregados. Insegurança jurídica. Baixa qualificação dos nossos estudantes.

Esse é o busílis a ser encarado por aquele que precisará ser um verdadeiro "Super-Homem" para tirar o país do buraco e dar-lhe as condições mínimas para a busca do desenvolvimento.

"Tenho até pena de quem for assumir a Presidência da República", diz Clemente Ganz Lúcio, diretor Técnico doDepartamento Intersindical de Estatística e Estudos Sociais (Dieese).

MAL EDUCADO

No quesito "baixa qualificação dos estudantes", o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), coordenado pela OCDE, principal instrumento usado para comparar o ensino de diversos países, mostra que em 70 países, abordando Matemática, Leitura e Ciências, estamos nas últimas posições: 63º em Matemática; 58º em Leitura e 65º em Ciências. Ficamos atrás até de países mais pobres que o nosso. Outro desafio do próximo presidente!

ALESC NA TERCEIRA

Levantamento feito pelo Conselho Regional de Contabilidade/SC, aponta que a Assembleia Legislativa de SC (Alesc) ocupa a nada honrosa terceira posição dentre todas as assembleias do país, no quesito gastos por deputado.

Em 2017, segundo o levantamento, cada parlamentar catarinense custou aos cofres públicos R$ 15,9 milhões. A média nacional é de já absurdos R$ 10,6 milhões por deputado.

Os 1059 deputados estaduais que compõem as 27 Assembleias do Brasil custaram R$ 11,2 bilhões em 2017. O Congresso Nacional gastou outros R$ 12 bilhões.

LOBBY DO FUNCIONALISMO

Levantamento do Estadão/Broadcast mostra que um quarto, ou 25,7% dos atuais deputados federais são servidores públicos, que atuam como a maior força de pressão no Congresso Nacional. Antes dispersa e focada em demandas pontuais, essa bancada se uniu e ganhou visibilidade durante a votação da reforma da Previdência ao reagir à ofensiva do Governo que atacava os "privilégios" do funcionalismo.

 "É o lobby mais poderoso que tem no Brasil, sem pudor nenhum de defender privilégios" diz o deputado Arthur de Oliveira Maia (DEM-BA) relator da reforma da Previdência que viu a proposta ser engavetada diante da pressão do funcionalismo.

KOLINDA OU DILMA?

Colunista da VEJA J.R. Guzzo em seu artigo na ultima edição da revista, traça um paralelo interessante entre a presidente da Croácia Kolinda Kitarovic e Dilma Rousseff.

Em certa altura, Guzzo diz que Kolinda, que ganhou notoriedade e causou furor na Copa do Mundo pela simpatia e simplicidade, "foi para a Copa da Rússia pagando todas as despesas do próprio bolso. Viajou junto com torcedores num voo de baixo custo, em assento comum e mandou que fossem descontados de seu salário de presidente os dias em que esteve fora do trabalho durante a Copa."

Lembra ele que Dilma, certa vez, chegou a desviar a rota do avião oficial numa viagem da Suíça para Cuba porque queria jantar em Lisboa e passar uma noite no Hotel Ritz, onde as diárias podem superar os 25 mil reais. Tudo às custas do contribuinte.

Aqui é "coisa do outro mundo" diz J.R. Guzzo.





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