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Analisando
Por Jeter Reinert Sobrinho

ELEIÇÃO OU PLEBISCITO?

26 Outubro 2018 15:05:56


Daqui há poucas horas o Brasil já terá escolhido seu novo presidente da República. Ao fim da mais renhida disputa eleitoral que se tem notícia, pelo que se pode depreender das pesquisas e das ruas, Jair Bolsonaro deverá ser conduzido pela esmagadora maioria do eleitorado ao Palácio do Planalto. A disputa entre PT e anti-PT terá mostrado seu vencedor.

Sua missão não será fácil. Tirar o Brasil desse atoleiro fiscal que Dilma "et caterva" nos meteu requer mais do que um "posto Ipiranga"; requer conhecimento econômico, credibilidade popular - e isso as urnas deverão estar lhe conferindo - e muita habilidade política para convencer o Congresso a ombrear na formatação dos ajustes constitucionais necessários ao intento.

RENOVAR OS PROPÓSITOS

É certo que o Congresso estará renovado numericamente. Mas estará renovado em conceitos? Terão os novos e os velhos congressistas a noção de que terão que abrir mão de privilégios, corporativismos e das práticas nada republicanas para transformar o país? Entenderão que, como tudo nesses tempos de disrupção, o eleitor também inovou ao elegê-los e está esperando agora mais de seus eleitos? Só o tempo e a prática de nossos políticos dirão.

Porém, estamos no limite. Ou equalizamos as contas públicas, levando o estado para dentro do orçamento, ou o precipício nos aguarda. E não temos muito tempo. O déficit fiscal, embalado pelo gasto sem critério e pela Previdência, aumenta de forma geométrica; a dívida pública cresce de forma assustadora e daqui a pouco se igualará ao PIB. Mais adiante ou damos um calote ou geramos inflação, ambos um desastre! Enfim, ou apertamos o cinto, aumentamos a produtividade, a eficiência da máquina pública, melhoramos nossa infraestrutura, que podem e devem ser feitas através de PPPs, ou o caos se apresentará e cobrará a conta.

POR FALAR EM DÍVIDA

Dados de maio mostram que a dívida pública bruta do país atingiu um patamar inédito: 77% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 5,133 trilhões, conforme dados do Banco Central (BC).

Em 2008, esse montante equivalia a 56% do PIB e somava R$ 1,470 trilhão. A taxa brasileira está acima da média da dívida bruta de países emergentes, de 48,9% do PIB, conforme dados do FMI.

Enquanto o Governo não equalizar suas contas, fazendo sobrar recursos para pagar pelo menos os juros de sua dívida, quem sabe até amortizando parte do capital, o país patinará, sem recursos para investimentos na infraestrutura necessária à geração de empregos e crescimento econômico.

FHC NO ARMÁRIO

Até o fechamento da coluna, Fernando Henrique Cardoso seguia postando críticas veementes à Bolsonaro e a tudo que esteja ao redor do presidenciável.

Foi contundente no repúdio às infelizes e irresponsáveis declarações do deputado Eduardo Bolsonaro quanto ao STF, entre outras manifestações.

Parece que está com vergonha de declarar voto ao PT e à Haddad. O mesmo PT que sempre apregoou a "herança maldita" que recebeu dele, que sempre fez pesadas críticas e levantava suspeitas sobre as privatizações e os comentários para lá de maldosos acerca da emenda da reeleição.

Deveria "sair do armário" e, a exemplo de Marina, declarar que votará 13 nessas eleições.

Talvez seu comportamento atual seja uma explicação às derrotas sucessivas de seu partido para o PT nos últimos 4 pleitos presidenciais.



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