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Analisando
Por Jeter Reinert Sobrinho

ROMBO BILIONÁRIO

14 Setembro 2018 15:06:24


Rombo da Previdência Social, em estimativa feita pelo Governo na proposta de orçamento enviado ao Congresso, deve ser de 308 bilhões de reais para 2019 contra os 270 bilhões do déficit deste ano.

Desses quase um terço, ou 90 bi, serão gerados pelas aposentadorias de militares e servidores públicos federais.

Militares serão responsáveis por 43,3 bilhões; servidores por 44,3 bi e os restantes 2,4 bi referem-se ao saldo negativo de pensões e aposentadorias de regimes especiais a civis e militares.

O regime geral da previdência proporcionará um déficit de 218 bilhões de reais.

CONSENSO

Antes haviam contestações a esse número, agora, entretanto, é consenso entre os principais assessores econômicos dos principais candidatos à Presidência de que nossa Previdência Social precisará ser reformada.

Não é preciso ser especialista em cálculo atuarial para se chegar à conclusão de que não será possível manter as contas públicas com esse déficit, sendo necessárias mudanças, começando pela idade mínima da aposentadoria.

Hoje o brasileiro se aposenta, em média, aos 54 anos de idade.

Com o aumento da expectativa de vida, é preciso que seja estabelecido aumento nessa idade, sob pena de, em breve, não haver dinheiro para suportar as contas públicas, já em frangalhos.

BICO CALADO

Se por um lado é consenso a necessidade de reformar a Previdência, por outro não se ouve de nenhum dos candidatos à Presidência propostas efetivas para o equilíbrio fiscal. Ao contrário. Nessa época de campanha é mais fácil vender facilidades ao eleitor do que falar em aperto monetário por parte do governo. E ele, o aperto, terá que acontecer sob pena de inviabilizar o país no curto prazo, a continuar o rombo nas contas públicas verificado desde 2014 e em escala ascendente.

TESOURO PERDIDO E IMPUNE

Passadas quase 2 semanas do trágico incêndio no Museu Nacional do RJ e ninguém foi punido ou demitido.

A irresponsabilidade, inépcia, descaso e deboche que levaram às cinzas 200 anos de nossa história e da própria humanidade restará impune?

Perdemos os "Afrescos de Pompéia", pinturas que foram presentadas pelo Rei das Duas Cicílias D. Fernando 2º, irmão de Dona Tereza Cristina e cunhado de D. Pedro I, vindos do Templo da Deusa Íris, que foi destruído no século 1º por uma erupção vulcânica; caixão de uma egípcia que viveu entre os séculos 8 e 9 e que foi presentado ao Imperador Dom Pedro II quando ele visitou o Egito em 1876; Luzia, o esqueleto mais antigo do Brasil e de toda a América, com 12 mil anos de idade; a múmia do Atacama, cadáver mumificado de um homem que morreu há mais de 4000 anos no Deserto do Atacama, no Chile, entre outros milhares de tesouros que simplesmente não existem mais. Sobreviveram ao tempo, mas não foram capazes de sobreviver à irresponsabilidade e insensibilidade das autoridades brasileiras.

Precisou que perdêssemos o Museu Nacional para que soubéssemos que tínhamos um dos 5 principais Museus do mundo.

Será que precisaremos perder também o país para que cheguemos a saber que nascemos, quem sabe, num dos 5 melhores para se viver no planeta?




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