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Bastidores
Por Evandro Loes

Estado não paga serviços prestados e Oase está de joelhos, diz administrador na Câmara

27 Março 2018 17:55:39

Evandro Loes / JMV

editor@jornaldomediovale.com.br

TIMBÓ - Em audiência na Câmara de Vereadores, esta semana, o diretor do Vidas Instituto de Assistência à Saúde, Richard Choseki, que administra o Hospital e Maternidade Oase, disse que a entidade passa por dificuldades financeiras, devido ao não pagamento de serviços prestados ao Estado e que já somam mais de R$ 1,3 milhão.

"Estamos de joelhos diante desta situação e o pior é que a nova administração estadual anunciou que não se compromete a pagar os serviços passados e que garante apenas a partir da posse do atual governador", disse Richard, acrescentando que o Oase teve que contrair um empréstimo bancário para honrar compromissos.

Convidado para falar sobre a situação do Hospital Oase aos vereadores, por iniciativa do tucano, Guilherme Voigt Junior, Richard Choseki fez um relato da situação do Oase, que no ano passado realizou mais de 80.000 atendimentos, incluindo especialidades, que atraem pacientes de todo o estado. É justamente por conta destes atendimentos que o Estado tem essa pendência, que atinge outros hospitais em diversas regiões.

Richard disse que o Oase trabalha em parcerias com o Estado, prefeituras, SUS, planos de saúde e particular. Porém, os repasses do SUS não cobrem as despesas.

Com relação as emendas parlamentares, a maioria foram para a compra de equipamentos e investimentos diversos no Hospital. Entre os deputados que prestigiaram o Oase, destacam-se: Rogério Mendonça Peninha, Esperidião Amin, Décio Lima, Giovana de Sá, Marco Tebaldi e João Paulo Kleinubing.

Algumas emendas ainda não foram quitadas e o Oase aguarda a liberação.

Melhorias

Em sua explanação aos vereadores, Richard Choseki apresentou uma série de fotografias e gráficos mostrando a evolução do Oase nos atendimentos e receitas e despesas. A entidade aumentou o número de leitos, contratou novos profissionais para atendimento médico e enfermagem, humanizou os ambientes, com a implantação de salas de espera, capela, área de descanso para motoristas de ambulâncias (que provém de todo o Estado), área para conforto dos familiares de pacientes que vieram a óbito, ambiente para crianças e sala de espera.

Modelo

Com a implantação da UTI, o Oase subiu de patamar e hoje é considerado Hospital de Referência, recebendo tratamento diferenciado por parte dos governos. A estrutura de Pronto-Socorro e Internação comum também é destaque. O Hospital Oase passará a ser residência médica para formandos de universidades já a partir deste ano, o que dará um status ainda maior à entidade.

Dívidas

O administrador do Oase disse que a situação do Hospital seria equilibrada se não fosse a atual dívida do Estado com a entidade. As pendências somam mais de R$ 1,3 milhão e a solução tem sido um empréstimo bancário, no valor de R$ 500 mil, avalizado por integrantes do Conselho Diretor. Segundo Richard, alguns profissionais de saúde estão com seus pagamentos de serviços em atraso por mais de um ano e a situação é preocupante. "Estamos de joelhos para que os serviços que prestamos sejam pagos", disse. Em contato com a nova administração estadual, o Oase foi informado que o governo só vai se comprometer com o pagamento dos serviços prestados daqui para frente, o que na prática, se confirmado, representará um calote.

Manifestações

Após as explanações de Richard Choseki, vários vereadores fizeram uso da palavra e elogiaram o atendimento realizado pelo Oase.

Os vereadores do MDB, Fabrício Dalcastagne (presidente do partido) e Haroldo Fiebes, criticaram a postura do governo de seu partido na questão da dívida e prometeram pressionar os políticos para que essa situação seja resolvida.

Outros vereadores se manifestaram, como Guilherme Voigt Junior, Douglas Marchetti, Martinho de Souza e Rubens Borchardt. Todos enalteceram os serviços prestados pelo Oase e prometerem ajudar a pressionar os governantes.

Carta aberta

O diretor do Vidas, Richard Choseki, encaminhou uma carta de esclarecimentos à comunidade, relatando toda a situação da entidade. Segue na íntegra.


Carta Aberta do Hospital e Maternidade Oase

O Hospital e Maternidade Oase vem através deste informar que: assim como outras empresas do país, também passou por dificuldades no enfrentamento da crise financeira que assolou o Brasil em 2017. Sempre zelando pela transparência, a direção do Hospital trouxe ao conhecimento da comunidade os acontecimentos de 2017 através de uma prestação de contas, realizada na Câmara de Vereadores, na noite do dia 20 de março.

Importante ressaltar que:

? pela primeira vez, nos últimos sete anos, o Hospital fechou com déficit;

? pela primeira nos últimos sete anos, o Hospital Oase teve que recorrer a empréstimo para quitar dívidas.

O Hospital e Maternidade Oase fechou o ano, de 2017, com déficit operacional de R$ 468 mil, o que era esperado dado o salto que o Hospital teve em suas qualificações e complexidades nos atendimentos.

Vale a pena ressaltar, que este déficit é fruto sim, da abertura da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas dado pelo tempo de espera, de junho a dezembro de 2017, pela habilitação e qualificação por parte do Ministério da Saúde, o que gerou uma produção de serviços não reconhecidas por parte do Estado e da União de mais de R$ 1 milhão.

E que a partir de janeiro de 2018 o Hospital tem os leitos da UTI habilitados com o pagamento regular diretamente do Ministério da Saúde, como era previsto. Importante destacar que o Planejamento Estratégico de 2018 aponta que mais uma vez o Hospital e Maternidade Oase deve fechar o ano com as suas contas equilibradas.

Com relação às dívidas com os médicos, vale lembrar que todos os honorários médicos relativos às horas médicas trabalhadas são pagos regularmente, o que está em aberto com os médicos é a produção hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS) e para manter o serviço em dia e a parceria com os profissionais a direção resolveu, com autorização do Conselho Diretor, fazer o empréstimo.

Vamos continuar firmes e transparentes certos que o ano de 2018 será ainda melhor. Importante destacar que o ano de 2017, apesar das dificuldades, historicamente foi o ano que o Hospital Oase mais produziu. Foram mais de 60 mil atendimentos no Pronto-Socorro; mais de 3 mil cirurgias; mais de 6 mil internações e mais de 700 nascimentos.

A direção do Hospital e Maternidade Oase vem neste momento se expor à comunidade porque lamentavelmente, opiniões de pessoas que conhecidamente são contrárias ao Hospital Oase, infelizmente e inclusive empresário da área da Saúde, tenta desvirtuar o que foi apresentado à comunidade. Continuaremos firmes e transparentes. Ressaltamos que a UTI do Hospital e Maternidade Oase foi sim uma excelente iniciativa, que já salvou e salvará muitas vidas, que desde sua inauguração atendeu a 260 pacientes gerando o expressivo número de 1.391 diárias.

E para "salvar a vida das nossas crianças" seguimos firmes com a comunidade para realizar o sonho da UTI Neonatal.

Timbó, 22 de março de 2017

Direção do Hospital e Maternidade Oase de Timbó






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