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Artesanato: uma paixão de criança

Suzete Keiner Marcarini que faz lindas peças decorativas conta um pouco da sua história com o artesanato

CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV
Foto: Arquivo Pessoal

TIMBÓ - Natal chegando significa que é hora de preparar a casa para receber a família, os amigos e todos os queridos para confraternizar nesse momento tão especial. Muitas pessoas procuram nas lojas e feiras peças artesanais para deixar a casa "bonita" para o Natal. Mas, já pensou em você fazer a decoração para a sua casa.  

A timboense, Suzete KeinerMarcarini é uma dessas pessoas que realiza trabalhos manuais e decorou sua casa para o Natal. Em entrevista Suzete conta que sempre foi apaixonada por trabalhos manuais. "Iniciei no crochê e tricô na época da escola no antigo ginásio, hoje Ensino Fundamental. Tínhamos a disciplina de Preparação para o trabalho, onde fazíamos diferenciados trabalhos manuais. Lembro também, que eram oferecidos cursos de tricô, crochê e pintura no antigo Centro Social Urbano. Fazia todos os cursos que podia. Era pago uma taxa somente e tinha que comprar os materiais. Por isso fiquei mais no crochê".

A artesã conta que quem lhe comprava material ganhava casacos e xales. "Sem perceber já estava fazendo peças de tricô para toda a família e alguns amigos. E também fazia peças de crochê para o meu enxoval, que claro, como toda adolescente, sonhava em me casar. E as vezes tinha pequenas encomendas, com o dinheiro que ganhava comprava material. Isso tornou-se um hobby. Com o passar dos anos, fui fazendo outros cursos como bordado ponto cruz e ponto russo".

Suzete conta que só deixou de lado o artesanato na época da faculdade. "Me formei em Ciências da Computação, mas acabei me apaixonando pela Educação. Comecei dando aulas em escolas de treinamento de informática. Em 1996 fui convidada a dar aula no extinto Colégio Leoberto Leal, que era municipal. Depois fui para a Escola Municipal Maurício Germer, onde até hoje atuo. Mas onde ficou a paixão pelo artesanato?Depois que me formei, nas horas de folga, principalmente à noite, fazia peças de tricô, bordado e crochê. Isso para mim era uma terapia".

De acordo com ela, em 2002, quando nasceu sua primeira filha, fez todo o enxoval dela em crochê, tricô e bordado. "Em2009, engravidei do meu segundo filho. Na época estava iniciando o patchwork. Se tornando mais conhecido, pelo menos para mim. Comecei a me apaixonar pelo patchwork, bichinhos e bonecas de tecido. Meu sonho era decorar o quarto do meu filho e fazer todo o seu enxoval. Com o filho pequeno,fui fazer um curso de patchwork, com a professora Adriana Schutz, que está junto comigo até hoje. Ela e mais algumas amigas dessa época e mais recentes. Me apaixonei pela costura artística e patchwork. O mais interessante é que consigo agregar nas peças que produzo, o bordado e o crochê, minhas antigas paixões".

Decorando a casa toda

Suzete conta que não parou na decoração do quarto do filho, indo para outras partes da casa. "Decoração e peças utilitárias. Comecei também a produzir peças utilitárias para carregar e organizar materiais, como bolsas e necessaires. Fazia só para mim. Ou presenteava parentes e amigos em épocas festivas, principalmente aniversários. As pessoas que visitavam minha casa, colegas de trabalho, ou outros que viam as minhas peças, começaram a fazer encomendas. Comecei a vender assim. Sem perceber fiz minha propaganda utilizando as peças, e as pessoas que compravam me indicavam".

A artesã relata que por sugestão de amigas, começou a pensar no artesanato como um negócio. "Me informei, e emjaneiro de 2017, formalizei minha MEI. Comecei a vender minhas produções, mas ainda sem muita propaganda. Trabalhando como professora, mãe de dois filhos, não sobrava muito tempo para produzir. Minhas maiores vendas eram e ainda são, entre o meu círculo de amizades. Principalmente na escola. Na época de Natal e Páscoa, também tenho bastante encomendas".

Empreender

Em 2019, Suzete se associouao Núcleo do Artesanato da Acimvi."Recentemente fiz o Curso de Aceleradora de MEI e fiquei entre os 10 finalistas. Também participei da Arena do Sebrae. Foi uma experiência e aprendizagem fantásticas pensando como micro empresária.Consigo agora ter uma visão maior de como alavancar o meu negócio e fazer projeções para um futuro promissor".

Para 2020a artesã afirma que irá investir mais em marketing digital. Também participar de eventos que divulguem seu trabalho, como feiras externas. "Meu sonho agora é empreender. E o que mais me realiza, é saber que vou trabalhar com algo que amo fazer. Quando éramos jovens nos perguntavam: O que você vai fazer quando crescer? Como eu tinha muitos sonhos, não sabia o que responder. Hoje eu mudo a pergunta: O que você vai fazer depois dos 50?Mudei a pergunta e agora eu sei o que responder: Eu vou empreender".


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