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Carreata e missa em louvor a São Cristóvão

Foto: Divulgação

"A devoção a São Cristóvão é uma das mais antigas e populares da Igreja, tanto do Oriente como do Ocidente. São centenas de igrejas dedicadas a ele em todos os países do mundo. Também não faltam irmandades, patronatos, conventos e instituições que tomaram o seu nome, para homenageá-lo. Assim, o vigor desta veneração percorreu os tempos com igual intensidade e alcançou os nossos dias da mesma maneira. Na Diocese de Blumenau existem oito capelas dedicadas a São Cristóvão". Com essas colocações o responsável pelo setor de Comunicação da Diocese de Blumenau, padre Raul Kestring, fala sobre a devoção e as ações que são realizadas em comemoração à data.

Segundo o padre, a festa litúrgica de São Cristóvão, protetor dos condutores e condutoras, acontece no dia 25 de julho. Na data, a Paróquia Nossa Senhora Imaculada Conceição, em Rio dos Cedros, promove celebração do santo, iniciando-se às 15h, quando uma carreata de veículos trasladando a sagrada imagem, parte do pátio da Capela Nossa Senhora da Glória, localidade de Pomeranos Baixo, na mesma cidade de Rio dos Cedros, em direção da Igreja Matriz Imaculada Conceição, no Centro da cidade. "Na nova e bonita rótula, em frente à Matriz, os veículos, um a um, serão abençoados pelo pároco padre Fernando Steffens. Em seguida, às 17h, o padre Carlos Roberto Cattoni, riocedrense de nascimento e ex-pároco da mesma paróquia, preside santa missa em italiano na referida igreja".



O padre Raul Kestring relata que "não é difícil deduzir o nexo entre esse santo e a sua invocação como protetor dos condutores. Encontrando-se com um eremita cristão, descobriu o caminho da caridade que o levou à opção de ajudar os necessitados. De fato, ao seu seguidor, o Senhor propõe: Tudo o que fizerdes ao menor dos meus irmãos, é a mim que o fazeis. Cristóvão, favorecido por seu porte físico de força diferenciados, pôs-se, então, a ajudar viajantes a atravessar um rio, onde não havia ponte e onde diversas pessoas já haviam morrido afogadas nas águas profundas. Ali ele levava Jesus aos ombros em tantos viajantes. Tão motivado estava com a nova luz no seu coração que mudou seu nome: de Réprobo para Cristóvão que significa aquele que leva Cristo".

De acordo Kestring "de gigante físico tornou-se gigante espiritual, dirigindo-se à Síria como vigoroso e bem-sucedido pregador cristão. Ali, eram tempos de cruel e implacável perseguição aos seguidores do Crucificado/Ressuscitado, deflagrada pelo imperador romano Décio. Foi preso, interrogado e torturado, em vista de renunciar à sua fé no Deus que lhe havia mostrado o caminho da verdadeira luz, aquela que se projeta até mesmo após a morte física, na ressurreição. Conforme relatam escritos antigos, foi decapitado no ano 250".

O padre relata ainda que "diz-se popularmente que "a mentira tem perna curta". Na verdade, essa afirmação eleva-se a critério filosófico de veracidade. Pois lá se vão quase mil e oitocentos anos dessa história, carente de dados mais precisos e detalhados, sim, mas portadora de irrefutável e autêntica mensagem de fé cristã que, mesmo o futuro, dificilmente apagará. São Cristóvão nos incentiva a todos, condutores e não condutores, a levarmos Cristo por onde andarmos, isto é, sermos portadores de paz, esperança, alegria, salvação. Se aderimos a essa missão, o caminho da nossa vida será também iluminado pela luz celeste. E seremos excelentes condutores, não só de veículos, mas também de irmãos, pelos tortuosos caminhos deste mundo, rumo à "vida plena, abundante" (Cf. Jo 10,10), prometida pelo Senhor Jesus Cristo".



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