EDITORIAS

New-01-01.png

ASSINE

assi-01-01.png

ANUNCIE

Conselho Diretor avalia situação financeira do Oase

12 Abril 2019 17:00:14

Osvaldo Trisotto explica sobre o empréstimo que o Hospital teve que fazer para quitar a folha dos servidores

Clarice Graupe Daronco / JMV


TIMBÓ - O vice-presidente do Conselho Diretor, Osvaldo Trisotto, concedeu entrevista à Rádio Cultura, para explicar sobre a atual situação financeira do Hospital e Maternidade Oase e esclarecer que a liberação na ordem de R$ 750 mil pelo Governo do Estado é referente aos serviços prestados pela unidade de Saúde no mês de fevereiro. "O pagamento sempre deveria ser efetuado até o dia 15 do mês posterior ao que teve o serviço prestado. Mas como o atraso já estava ultrapassando mais de 20 dias da data de pagamento, a direção foi obrigada a requerer um empréstimo bancário para manter os salários dos funcionários em dia".

Segundo Trisotto, diante de todas as dificuldades enfrentadas nestes sete anos que está à frente do Conselho Diretor, esta realmente surpreendeu a todos. "Sabíamos do atraso do Governado do Estado, que vem atrasando os pagamentos regularmente, mas jamais queríamos atrasar o pagamento dos nossos funcionários. Pela primeira vez que atrasamos a folha de pagamento dos colaboradores, neste caso a de março, no prazo de um dia, pois fizemos um empréstimo na Unicred no valor de R$ 500 mil ao custo de 0,5% de contratação e juros de 1,25% ao mês. Este é um empréstimo rotativo avalizado por membros do Conselho Diretor. Por não sabermos até o final de sexta-feira, que o Governo faria o pagamento do mês de fevereiro já na segunda-feira, dia 8 de abril. Lembrando que é um valor que deveria ser pago no dia 15 de março e não o fez. Os atrasos constantes de 15 a 20 dias que o Estado faz com os pagamentos ao Hospital Oase gera custos efetivos, temos que pagar multa por recolhimento de imposto, pagar juros pelo atraso de fornecedores e muitas vezes até tendo que fazer operações financeiras avalizadas particularmente para poder atender uma obrigação que não é nossa mas sim do poder público. Dentro do serviço que precisa prestar à comunidade o Hospital o faz com competência e qualidade sendo necessário que o poder público cumpra com suas obrigações para perpetuar o crescimento e o desenvolvimento do Hospital Oase".

Questionado sobre o que levou o Estado em estar fazendo esses atrasos, o vice-presidente observa que houve uma mudança de governo e o pessoal que assumiu a nova gestão do atual governo teve dificuldades, certamente, de fazer a transição. "Mas estamos empenhados em conversar com a nova equipe que assumiu a Secretaria de Estado da Saúde pois o Hospital é um prestador de serviços".


Apoio de um

grande grupo

Trisotto informa ainda que o Hospital tem um faturamento mensal de R$ 3 milhões e o custo de R$ 3.100.000,00 gerando um déficit anual acima de R$ 1 milhão. "Isto porque a remuneração pelos serviços prestados é baixa e ainda é pago com atraso. Estamos fazendo um esforço muito grande na busca de recursos através de emendas com deputados federais e senadores, através de viagens constantes a Florianópolis e a Brasília que tem trazido bons resultados. Além de que contamos sempre com o apoio da comunidade quando da realização de eventos pelo Hospital e pelas senhoras evangélicas. Também temos a colaboração dos timboenses com o pagamento à vista do IPTU para ajudar na construção da UTI Neonatal".

Trisotto observa ainda que a receita do Hospital é assim distribuída: 30% do SUS (cirurgias, mutirão, leitos retaguarda, leitos de saúde mental. Em números de atendimento o SUS representa 80%); 50% de convênios e 20% de planos de Saúde, particular e outros.

Trisotto aproveitou para ressaltar que em 2011 o Hospital Oase tinha um investimento na ordem de R$ 3.790.353,00 e em 31 de dezembro de 2018 os investimentos são de R$ 17.774.020,00 dos quais aproximadamente R$ 14 milhões foram investidos nos últimos sete anos assim distribuídos: 21% com ajuda da população através do pagamento à vista do IPTU e dos eventos realizados; 30% do poder público (Prefeitura de Timbó, Estado e União) e 49% de recursos doados pelo empresário de Jaraguá do Sul.





jmv_transparente.png
Editora Jornal do Médio Vale
R. Caçador, 406, Bairro das Nações, Timbó - SC,
89120-000 | Telefone (47) 3382-1855
Sobre o Jornal | Expediente | Assine | Anuncie
icon_facebook.png
icon_youtube.png