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Enxameação de abelhas

Corpo de Bombeiros explica sobre o fenômeno e orienta população sobre o que deve ser feito quando avistar um enxame

Amanda Bittencourt/JMV
Foto: Eduardo Miranda Ramos

TIMBÓ - Nos meses de agosto e setembro acontece o período de "enxameação" das abelhas. Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) de Timbó, isso ocorre porque o grupo de abelhas acompanha a rainha na procura de um local para a construção da nova colmeia. Em razão disso, é comum que a população aviste um enxame. Nestes casos, a maioria aciona o CBM para auxiliar.

De acordo com o soldado Boit e soldada Thuany, membros da 2ª Companhia do 3º Batalhão de Bombeiros Militar de Timbó, no ano passado, principalmente nos meses de junho, julho e agosto, foram registrados cerca de 10 atendimentos deste tipo de ocorrência. Já em 2020, os chamados diminuíram consideravelmente, porém todo cuidado é pouco.

Conforme o Sd Boit e a Sd Thuany explicam, o CBM não pode capturar ou eliminar os insetos, pois têm por base a Lei Federal 9.605 de 1998 para evitar de serem acusados de crime ambiental. Por isso, o que a guarnição realiza é uma vistoria para avaliar a espécie de abelha, grau de risco e a necessidade de remoção ou extermínio.

"Quando há vistoria que envolva enxames, realiza-se uma triagem com o solicitante sobre o tempo que o mesmo estaria pousado no local, avaliação da distância de residências e os possíveis riscos que o mesmo pode oferecer aos residentes ou quem passa pelo local. Após a pré-avaliação, verifica-se a necessidade ou não de retirar. Como a maioria dos enxames são de passagem, se não estiver oferecendo risco iminente, se possível, realiza-se o isolamento do local e pode ser deixado até que o mesmo voe. Porém, se houver risco iminente, aciona-se então um apicultor para fazer a retirada de imediato ou no anoitecer".

Também há enxames que pousam 48 horas em um local para depois achar um lugar para afixar sua colmeia. "No entanto, algumas colmeias sofrem com umidade além do normal, doenças, ataques de animais ou de insetos inimigos. Esses enxames ficam pousados até que todas as abelhas morram de fome, de frio, de doença ou pela idade. Nesse caso, somente a intervenção do apicultor para dar a chance de sobrevivência o enxame, unindo-as com uma colmeia ou colocando-as em uma caixa com favos de mel e filhotes, para que possam dar continuidade e formar novamente uma colmeia", completam.



Sobre a necessidade de remoção, eles explicam que a possibilidade só existirá se for da espécie africanizada quando em meio urbano, salvo em áreas desabitadas com no mínimo três mil metros quadrados, pois seu comportamento não é confiável. "Se for de espécie nativa, não haverá necessidade de remoção, pois as mesmas não oferecem risco. As abelhas nativas não possuem ferrão".

Questionados sobre em que áreas é comum o fenômeno acontecer, eles afirmar que tanto na área rural, quanto na urbana. "Sendo que a observação deste fenômeno se torna mais visível em área urbana pela presença da população".

Também perguntamos sobre quando as abelhas, por exemplo, começam a fazer sua nova colmeia ao lado de uma casa ou próximo ao telhado, o que é recomendado fazer. "Recomenda-se entrar em contato com um apicultor ou com o Corpo de Bombeiros, tendo em vista que nos locais em que existe maior proximidade com a população, consequentemente o risco é maior, tanto para as abelhas, quanto para as pessoas", ressaltam.



Orientações

Foto: By Pilo


Pensando na segurança da população o CBM recomenda os seguintes cuidados:

- Caso visualize um enxame de abelhas em seu quintal, jamais tente fazer a remoção por conta própria, se afaste e ligue imediatamente para o telefone de emergência 193;

- Atenção redobrada com as crianças e os idosos, oriente seus filhos para que não brinquem próximo ao enxame e não joguem nenhum objeto nas abelhas;

- Afaste os animais domésticos do enxame, qualquer barulho que eles façam poderá irritá-las e desencadear um ataque;

- Abelhas não gostam de barulho, se for realizar algum trabalho que necessite utilizar máquinas barulhentas ou usar equipamentos motorizados faça uma inspeção cuidadosa do local e tenha certeza de que não exista nenhum enxame próximo; Pensando na segurança da população o CBM recomenda os seguintes cuidados:

- Ao se deparar com um enxame de abelhas em deslocamento, abaixe-se e se perceber que será atacado, corra, preferencialmente em zigue-zague;

- Caso seja atacado, proteja das picadas o pescoço e o rosto com a ajuda de uma camiseta ou outra vestimenta;

- Pessoas comprovadamente alérgicas devem evitar caminhadas em locais próximos a matas;

- Mantenha a calma, não faça movimentos bruscos perto do enxame, evite bater nas abelhas, lembre-se: as abelhas têm o instinto natural de defender as colmeias, e certamente irão atacar caso identifiquem alguma ameaça;

- Em caso de uma pessoa ser alvo de um ataque de abelhas, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado para atendimento via o 193.



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