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Febre amarela: todos os timboenses precisam se vacinar

Vigilância Epidemiológica informa que em Timbó foram encontrados dois macacos mortos, fato que acende o alerta para a doença

Clarice Graupe Daronco / JMV


TIMBÓ - "A população de Timbó, em especial dos bairros das Capitais, São Roque e Pomeranos precisa fazer a vacina da febre amarela". A frase é da coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Timbó, Grasiele Campregher, em entrevista à Rádio 92 Fm, na manhã do dia 5 de fevereiro.

Grasiele explica que a necessidade da vacinação deve-se ao fato de ter sido registrada na última semana a segunda morte de macaco no município, com suspeita de febre amarela. "Isso acende um alerta, pois os primatas, embora não transmitam a doença, são os primeiros a adoecer quando o vírus está circulando", explica a profissional ao relatar que o caso foi registrado no bairro São Roque, e não foi possível a coleta de material para análise pois o corpo já estava em decomposição. "Já o primeiro caso de morte de macaco com suspeita de febre amarela, registrado no mês de dezembro no Parque Jardim Botânico, ainda segue em testes na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. A vacina é a única forma de prevenção contra a doença, e quem ainda não se vacinou deve procurar as unidades de Saúde do município o mais breve possível", orienta Grasiele.

A profissional explica ainda que antes mesmo de ter sido encontrado o segundo macaco morto em Timbó, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), já tinha emitido um alerta reforçando a importância da vacinação contra a febre amarela. "O pedido orienta as equipes regionais e municipais de Saúde a intensificarem as ações de vigilância da doença. Além disso, o alerta também ressalta que todos os moradores do estado, com idade superior a nove meses de idade, devem procurar uma Unidade de Saúde mais próxima, que tenha sala de vacina, para receber a vacina contra a doença. Portadores de doenças crônicas e maiores de 60 anos devem consultar a equipe médica antes de receber a dose, que não é indicada para gestantes, mães lactantes e crianças menores de seis meses de idade. É indispensável a apresentação da caderneta de vacinação".


Fique por dentro:

O que é a febre amarela?

É uma doença infecciosa causada por vírus, que se manifesta por febre, dor no corpo, amarelão, fraqueza e com alto risco de morte nas suas formas graves. É uma doença sazonal, geralmente com aumento de casos entre dezembro e maio.

Qual o papel dos macacos?  

Os macacos NÃO TRANSMITEM a febre amarela. Adoecem e morrem da mesma forma que os humanos. Por isso, a morte de macacos é um sinalizador da presença do vírus na região.

Quais os sintomas ?

Os sintomas iniciais incluem febre súbita, calafrios, dor de cabeça, dor nas costas, dor no corpo, náuseas, vômitos e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após os sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% dos casos apresenta um breve período de melhora e, então, desenvolvem uma nova fase mais grave da doença. Nesses casos, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. De 20 a 50% das pessoas que desenvolvem a forma grave da doença morrem.

Como é feito o tratamento?  

Não há tratamento específico para a doença. Serão tratados os sintomas, como febre, dores no corpo e cabeça, com analgésicos e antitérmicos, e oferecido suporte. O paciente deve ser acompanhado de perto e o médico deve estar alerta para qualquer sinal de piora do quadro clínico.

Como se prevenir?

A forma mais segura é a vacinação. Também é importante combater o vetor (mosquito) que transmite o vírus da doença e evitar áreas de mata com registros da doença. O uso de repelentes, de roupas de compridas e de mosquiteiros para quem for para áreas de risco é um reforço da proteção.


Área com Recomendação de Vacinação  


Grasiele observa que a preocupação se dá por que no final do mês de janeiro, a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou o primeiro caso de febre amarela no estado. "Um jovem, de 21 anos, que não havia tomado a vacina, contraiu a doença. Antes disso, as autoridades locais já haviam notificado a morte de dois macacos pelo vírus da febre amarela. Os animais foram encontrados em Antonina, no litoral do Paraná. A chance é de que, como já está circulando no estado vizinho, o vírus pode chegar até Santa Catarina".

A profissional relata que desde o segundo semestre de 2018, após recomendação do Ministério da Saúde (MS), toda Santa Catarina tornou-se Área com Recomendação de Vacinação (ACRV) para febre amarela, antes apenas 162 municípios já integravam a área. Com a ampliação, os moradores de todos os 295 municípios catarinenses precisam estar imunizados contra a doença, que pode matar. "A vacinação contra a febre amarela ainda está abaixo do esperado em Santa Catarina. Desde setembro do ano passado, quando foi iniciada a ampliação da vacinação no estado, até o dia 15 de janeiro deste ano, apenas 10,6% da população catarinense que deveria se vacinar procurou as unidades de Saúde. Nas quatro primeiras etapas de ampliação, 216.905 pessoas das 2.046.324 que deveriam tomar a vacina foram imunizadas. Em Timbó até outubro de 2018, tínhamos vacinados cerca de 12 mil pessoas e temos uma estimativa de que faltam ser vacinados mais de 16 mil pessoas", informa Grasiele ao destacar que até o mês de outubro a vacina estava sendo efetuada apenas na Unidade de Saúde do bairro das Capitais, com a recomendação do Ministério da Saúde as 10 unidades de Saúde do município que tem sala de vacina estão aplicando a mesma todos os dias da semana, ou seja de segunda a sexta-feira, das 7 às 12h e das 13 às 16h.

A profissional afirma que a vacina é fácil e rápida. A pessoa precisa tomar uma única dose e estará protegido para o resto da vida. "A febre amarela não tem tratamento, e pode levar a óbito em sete dias, por isso a necessidade de todos tomarem a vacina o mais breve possível. É importante lembrar que a vacina leva 10 dias para imunizar e tornar a pessoa protegida", observa Grasiele ao comentar que em 2018 o Brasil teve 1.300 casos confirmados e 483 óbitos.








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