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'Gostaria de entrar para tomar uma xícara de café?'

13 Abril 2018 10:52:00

Em comemoração ao Dia Mundial do Café nada como falar sobre ele, que é uma paixão mundial e já garantiu presença obrigatória na vida da maioria das pessoas

Greici Siezemel

TIMBÓ - No cantinho da padaria, Daiane Biscaia conversa com sua amiga Milene. No centro da mesa, duas xícaras de café. A cena se repete nas outras mesas do estabelecimento e parece que o gosto pela bebida é unânime por ali. "Bebo café todo dia, é um vício, se não tomo, o dia não é o mesmo", conta Daiane.

O hábito de tomar café não é realidade só por aqui: o cafezinho é preferência nacional! A bebida é a segunda mais consumida no país, perdendo apenas para a água. Rei soberano na vida da população, ele até ganhou um dia só dele! Amanhã, dia 14 de abril, o mundo inteiro irá comemorar o Dia Mundial do Café. O legal é que não existe um horário pré-determinado para o consumo da bebida, ele pode ser tomado no café da manhã, depois da refeição, no meio da tarde, ou quando der vontade.

Em Timbó, o que não faltam são estabelecimentos que apostam no café. Cada um tem suas peculiaridades, sua matéria-prima, seus diferenciais e, é claro, seu público fidedigno, mas uma coisa é comum em todos os lugares: o café é o campeão entre as bebidas.


Toda hora é hora 

O famoso café expresso é o tipo mais vendido na Panificadora das Capitais, que trabalha ainda com cappuccinos e café gelado. O público é bem amplo, vem muita gente de fora para provar, mas também tem os clientes de todo dia. "Procuramos trabalhar sempre com a mesma marca do café, que é de boa qualidade, porque os clientes percebem a diferença no grão. Outro diferencial nosso é o preparo, usamos a medida, a filtragem e temperatura correta na máquina", conta a atendente Raquel Felippi.

Durante a manhã, os clientes procuram um café mais rápido, pois logo em seguida vão ao trabalho. Já à tarde, o pessoal vai até a panificadora para descontrair, comer alguma coisa diferente e bater um papo com os amigos


Estudar o grão faz a diferença

Café também é sinônimo de conhecimento. A funcionária da Grão Nobre Cafeteria, Camila Amaral, compara a bebida ao vinho. "Hoje, para poder trabalhar com vinho você tem que estudar sobre ele e com o café é a mesma coisa, embora poucos têm esse conhecimento. Nós fomos atrás de curso, informação, para saber o que se deve vender e como oferecer o produto. O povo da nossa região está acostumado com aquele café de bule, feito pela mãe ou pela avó, então, cada um aprendeu de um jeito diferente e gosta de um tipo diferente. Pensando nisso nós optamos em algo que fosse meio termo, assim, nosso grão tem um pouco mais de sabor (para aqueles que gostam de café forte) e ao mesmo tempo ele não é tão ácido, ou seja, adicionando um pouco mais de leite eu consigo tirar o sabor muito forte do café", explica ela. Na cafeteria é servido o café expresso (campeão de vendas), cappuccinos e os chocolates quentes.


Frio combina com café

Para quem gosta daquele café com um enfeite especial na taça, encontra isso na Cafeteria Chaplin. Lá também tem os chamados cafés normais: preto e ao leite, os especiais: cappuccino, mocaccino, e os tentações, que são um pouco mais elaborados: tem mais chantilly e vem com uma borda de Nutella. Não poderia faltar aquele que leva o nome da cafeteria: o Café Chaplin, que é um pouco mais amargo e leva no seu preparo canela, chocolate e café moído. "Os mais pedidos são o cappuccino e o café com leite. Temos o giro do pessoal que vem no Hospital Oase (que fica à frente do estabelecimento) e temos também os nossos clientes diários, que voltam aqui para tomar aquele cafezinho e conversar sem pressa. Nosso café é o 100% arábico gourmet, que tem um grão diferenciado, o que confere um sabor mais suave", destaca a proprietária Adriana Kuhnen.

Como toda bebida quente, a saída do café depende também do clima, quanto mais frio, mais ele é procurado pelas pessoas.


Em terra de alemães e italianos...

O café usado pela Panificadora e Confeitaria Herr Brot vem da Fazenda Diamantina, localizada em Minas Gerais, maior estado produtor de café do Brasil. A escolha foi baseada no povo de Timbó e suas particularidades. "É um café gourmet mais intenso, porque as pessoas que moram aqui, geralmente alemães e italianos, gostam do café forte (mesmo que coloquem muito leite) e bem escuro. Ele vende muito bem, o grão é de uma torra bem escura", revela a administradora financeira Michelli da Silva.

 O mais pedido na Panificadora é o café com leite, mas têm um público grande que gosta do cappuccino também, principalmente os jovens, que curtem ainda o chocolate europeu, onde a mistura é mais grossa e mais densa. Todos os cafés da Herr Brot são feitos na máquina, onde o leite é vaporizado, o que confere maior cremosidade. A Panificadora disponibiliza ainda para seus clientes a opção de levar o café moído para casa, para isso, tem uma máquina específica de moer café. Michelli destaca ainda que uma das coisas que mais impressiona é a familiaridade que eles foram conquistando com seu público através do café. "Tem cliente que a gente só olha e pergunta: 'o de sempre?'. É uma intimidade sem igual".


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