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Música e solidariedade

Camerata Convalle e banda Moby Dick se unem em prol à causa da menina Laurinha

Clarice Graupe Daronco / JMV
Foto: Arquivo pessoal
Grupo envolvido na live em prol da Laurinha

TIMBÓ - "Música e solidariedade andam de mãos dados". Essa frase se tornou ainda mais verdadeira quando aconteceu a live em prol da menina Anna Laura, filha de Evandro Rodrigo Batista e de Ana Paula Orsi, de Nova Trento. A menina que nasceu em 21 de agosto de 2019, embora prematura de 35 semanas, veio perfeita sem complicação alguma, mas aos sete meses ela recebeu o diagnóstico de Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 1. Uma doença neuromuscular degenerativa muito grave, causada por uma falha genética no gene SMN1, o principal responsável por produzir a proteína necessária para a musculatura do corpo. A falta deste gene leva à perda de neurônios motores e resulta em fraqueza muscular progressiva e paralisia. Hoje, no mundo, existem dois medicamentos disponíveis para o tratamento da AME, o Spinraza e o Zolgensma.


O spinraza, hoje fornecido pelo SUS, é um tratamento que visa retardar o progresso da doença e o zolgensma é a primeira terapia genética que promete agir e reparar a falha genética, pois carrega uma cópia saudável do gene SMN1, produzindo assim a quantidade necessária de proteína para o fortalecimento muscular. Mas ele só existe nos EUA e custa 2.125 milhões de dólares, que na atual cotação do dólar, custa em torno de 12 milhões de reais. A Laurinha só pode tomar esse medicamento até os dois aninhos de idade.

Na data de 12 de setembro a Camerata Convalle uniu forças com a banda Moby Dick, e contou com outras parcerias para tocar Rock e transmitir um show online com o intuito de arrecadar fundos para o "Salve a Laurinha". O repertório incluiu músicas dos Beatles e Led Zeppelin, com uma roupagem musical peculiar.


Camerata Convalle


Músicos que fazem parte da Camerata Convalle (Arquivo pessoal)


Em entrevista os integrantes da Convalle contam um pouco sobre a história da orquestra. Segundo informações da presidente da Camerata, Débora Amori, com o objetivo de difundir música utilizando a diversidade de gêneros musicais, desde o erudito até o popular, proporcionando o engajamento artístico e o enriquecimento cultural no estado, nasceu a primeira camerata popular de cordas do Vale do Itajaí, a Camerata Convalle. "A orquestra é formada por um grupo de nove músicos profissionais, com princípios alicerçados no resgate cultural da formação camerística erudita. Os músicos residentes nas cidades de Blumenau, Indaial e Timbó tem formação em música e se destacam pela bagagem musical", observa ela ao comentar que Convalle é designativo de um lírio banco de aroma suave que cresce no vale, que possamos em união florescer música no nosso Vale do Itajaí.

Débora destaca que a spalla Ewlin Sophia, também violinista da banda Madame Frau e a violinista Débora Henz que já fez turnê na Alemanha integram a primeira estante de violinos da orquestra. Já a segunda estante de violinos é formada por Juliana Schuetze, professora de violino e Luiz Silva, também integrante da Orquestra de Câmara de Timbó. O naipe das violas é integrado por Débora Amorim, violista com experiência nacional e internacional e também presidente da Camerata, e pelo renomado maestro Paulo Lira. O grave da orquestra fica por conta da violoncelista Nelly Péricas que já integrou diversas orquestras pelo Brasil e de Patrícia Veiga, professora e violoncelista reconhecida na região. Tem ainda o contrabaixo tocado pelo excelente Alan Soares.

De acordo com a presidente as atividades da Convalle, em meio à pandemia, seguem de forma virtual através de lives e vídeos e busca apoio financeiro de empresários da região e patrocínios em projetos para se manter firme na trajetória. "A próxima live da orquestra já está programada para o mês de outubro, e os ensaios e preparativos para o evento seguem a todo vapor. Para acompanhar e conhecer o trabalho do grupo basta acessar o Instagram ou a página do Facebook através do @convallecamerata".


Moby Dick


Integrantes da banda Moby Dick (Arquivo pessoal)


"A Moby Dick é uma banda tributo ao Led Zeppelin e clássicos do rock, formada em 2018, que até 2019 tocou em diversos pubs e festivais da região e do litoral. No final de 2019 teve uma pausa e foi retomada agora em 2020 com nova vocalista e novo baterista". A informação é da vocalista da Banda, Ketlin Montanari.

Segundo ela a live foi a estreia desta nova formação. "Foi o nosso primeiro show juntos. Também foi o primeiro show em conjunto com a Camerata".

A banda é composta por: Antônio Wantowsky, baixista, graduado e pós-graduado em Música pela Furb, já tem no currículo diversas orquestras da região, bandas, atualmente também é da orquestra sinfônica da Semed; Rubens Bartel, guitarrista, é um dos fundadores da Karrie King, banda aqui da nossa região que já tem anos de estrada; Rubens toca em bandas desde os 18 anos e toca guitarra desde criança; Andrei Cipriano, baterista, toca bateria desde os 12 anos, tem mais de 10 anos de experiência profissional com banda (banda de baile, bandas de rock) e Ketlin Montanari, vocalista, teve sua estreia como vocalista em banda própria nesta live. É arquiteta e urbanista pela Furb, tem um escritório de Arquitetura em Blumenau, é mestre em Arquitetura pela Unicamp e professora universitária.

Os integrantes da Camerata e da banda afirmam que foi um prazer contribuírem com a causa, o que resultou não só em doações, mas também repercussão, levando o nome da Laurinha a muitas pessoas que antes sequer a conheciam. "Tivemos espectadores de diferentes estados do país e até mesmo de outros países, como o Japão. Até o momento são quase 1.000 visualizações. A live está disponível no YouTube para que mais pessoas a assistam, conheçam a causa e possam continuar doando e compartilhando".



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