EDITORIAS

New-01-01.png

ASSINE

assi-01-01.png

ANUNCIE

Mais qualidade nos atendimentos!

08 Fevereiro 2019 14:10:41

Fonoaudióloga atende pacientes que estão internados no Hospital avaliando e reabilitando aqueles que apresentam dificuldades de deglutição

Foto: FOTO/HMO

TIMBÓ - Um dos trabalhos constantes da direção do Hospital e Maternidade Oase tem como foco a qualificação nos atendimentos em todos os serviços oferecidos à comunidade local e regional.

Para a realização de todos os serviços ofertados o Hospital conta com uma gama de profissionais, desde médicos clínicos e especialistas nas mais diversas áreas, cirurgiões, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos, bioquímicos, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, técnicos em laboratório, administrativos, contábeis, cozinheiros, entre outros.

Da grande maioria dos profissionais citados com certeza todos sabem qual a sua função dentro do Hospital. Mas você sabe o que o fonoaudiólogo faz dentro de um hospital, em especial na Unidade de Terapia Intensiva (UTI)?.

Importante lembrar que a UTI Adulto caracteriza-se por uma unidade fechada, com tecnologia avançada e equipamentos destinados a um monitoramento contínuo do paciente, dispõe de equipe multiprofissional, oferecendo assistência médica, enfermagem, fisioterapeuta, nutricionista, psicóloga, fonoaudióloga, entre outras.

A gestora do Hospital, Elisângela Scheidt Roncalio explica que atualmente o Hospital Oase conta com duas profissionais de fonoaudiologia: uma que atende junto ao Ambulatório do Hospital na realização do Teste da Orelhinha e a segunda que dá suporte fonoaudiológico na UTI e na clínica médica.

Segundo informações o trabalho da fonoaudióloga em conjunto à equipe multidisciplinar na UTI auxilia na prevenção de maiores complicações pulmonares agilizando a alta hospitalar precocemente e de maneira segura. "O trabalho do fonoaudiólogo, suas contribuições e importância no âmbito hospitalar e em especial na UTI ainda é pouco conhecido pela maior parte da população", observa Elisângela.

A profissional

Em entrevista a profissional, Natasha Solange Hadlich relata que tem formação em Fonoaudiologia pela Univali e que atua há três anos nessa área, com significativa experiência no atendimento à pacientes com disfagia."O meu trabalho junto ao Hospital Oase está focado na avaliação e reabilitação dos pacientes com sintomas de disfagia - dificuldades de deglutição, que utilizam ou não vias alternativas de alimentação além de orientar o paciente, seus familiares e cuidadores sobre os processos seguros de oferta de alimentação, líquidos e medicação. Atuarei em conjunto com a equipe multidisciplinar nos pacientes que necessitam de dispositivos como traqueostomias e sondas de alimentação".

Ao compor a equipe multidisciplinar da UTI do Oase a profissional trabalha para minimizar os riscos de aspiração laringotraqueal, reduzindo possíveis complicações pulmonares, agravamentos do quadro clínico e favorecer o retorno da alimentação por via oral de forma precoce e segura indicando inclusive a retirada de vias alternativas de alimentação, o que reduz custos com as dietas industrializadas, reduz o uso de antibióticos, auxilia na alta e propicia uma melhora na qualidade de vida do paciente com a alimentação por via oral.

Papel na UTI

A profissional atenta para o fato de que o principal papel desenvolvido pelo fonoaudiólogo na UTI refere-se aos cuidados com a disfagia, que é a dificuldade de deglutição a fim de proporcionar o retorno ou manutenção segura da alimentação por via oral (VO). A fonoaudiologia também atua com dificuldades de linguagem, voz e audição entre outros.

De acordo com Natasha geralmente, a avaliação da fonoaudióloga acontece após a solicitação médica, ou após a visualização de um dos profissionais da equipe multidisciplinar que atua junto à UTI, de que o paciente precisa de uma avaliação por estar apresentando dificuldades para deglutir. "O paciente então é avaliado pela fonoaudióloga que realiza avaliação clínica com a oferta da dieta e observa possíveis sinais de alterações na deglutição - disfagia, dentre eles os mais populares são engasgos, pigarro e tosse durante ou após a deglutição de alimentos, ingestão de medicamentos e/ou líquidos'.

Atenção e orientação

Questionada de como os pacientes reagem ao seu atendimento, a profissional conta que os pacientes lúcidos e orientados recebem muito bem a avaliação e por vezes esperam pelo acompanhamento fonoaudiológico, principalmente quando estão começando com a dieta por VO e compreendem suas fragilidades para alimentar-se. "Eles costumam dizer que a fonoaudióloga precisa vê-los comendo" - em geral são pacientes bem debilitados que dependem de um cuidador para ofertar o alimento, então o cuidador e familiares recebem toda a orientação necessária para ofertar o alimento com segurança e dar continuidade nos exercícios para melhorar a deglutição".

A deglutição consiste em três fases: oral; faríngea e esofágica, portanto o paciente pode apresentar disfagia em quaisquer das fases, clinicamente o fonoaudiólogo atua nas fases oral e faríngea com avaliação clínica, diagnóstico de alterações e intervenção com exercícios para a reabilitação fonoaudiológica.

Natasha atende a população que percebendo dificuldades de deglutição especialmente no momento da alimentação ou ingestão de líquidos deve procurar por um fonoaudiólogo para receber avaliação, orientação e investigação do problema.





jmv_transparente.png
Editora Jornal do Médio Vale
R. Caçador, 406, Bairro das Nações, Timbó - SC,
89120-000 | Telefone (47) 3382-1855
Sobre o Jornal | Expediente | Assine | Anuncie
icon_facebook.png
icon_youtube.png