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Prevenção e autoestima

08 Fevereiro 2019 14:13:53

Setor da Mama da RFCC realizou atividades em 2018 que envolveu mais de 12,2 mil pessoas

Clarice Graupe Daronco / JMV

TIMBÓ - A data de 4 de fevereiro marca o Dia Mundial do Câncer. E, se há um problema de saúde em que novidades sobre prevenção, sintomas e tratamento brotam a todo momento, esse é o câncer. Até porque um a cada cinco homens e uma a cada seis mulheres terão um tumor ao longo da vida. Em entrevista a presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC) de Timbó, Nivéria Roedel, observa que: "o Dia Mundial do Câncer é um momento para voltarmos a atenção para a necessidade urgente de mais diagnósticos nos estágios iniciais da doença. Essa é a melhor forma de garantir chances substanciais de cura aos pacientes e evitar milhares de mortes desnecessárias por câncer". 

De acordo com a presidente, esse alto índice de mortes já registrado em 2001 fez com que Rede Feminina implantasse o setor da Mama junto à entidade que foi fundada em 1993. "No ano de 2001 se constatou o crescente número de mortes por câncer de mama, surgindo a necessidade de se promover a saúde da mulher, também realizando atividades que objetivam a qualidade de vida destas pacientes", observa Nivéria ao destacar que sabedoras das consequências que advêm desta intervenção cirúrgica, foram desenvolvidas também atividades que elevam a autoestima das pacientes, prevenindo os efeitos que poderiam levar a uma reincidência ou agravamento de seu estado psicoemocional.

A presidente juntamente com a diretora e ex-presidente, Elenita Lenzi da Silva, explica que o setor da mama foi implantado com o objetivo de: prevenir linfedemas; evitar recidiva; orientar detalhes do cotidiano; acompanhar o controle médico e melhorar Sa qualidade de vida, a fim de reduzir os riscos que este estado impõe à vida das mulheres mastectomizadas. "O setor é composto por 24 voluntárias, divididas em três equipes tendo como coordenadoras as voluntárias: Marga Maria Finger Bertoldi e Maria Terezinha Campi Sperb".



Rotina do setor

Elenita relata que a Rede conta com 63 mulheres mastectomizadas que comparecem à Rede semanalmente, nas segundas ou nas quartas-feiras no período vespertino ou nas quintas-feiras no período matutino. Em cada período realiza-se a seguinte rotina: acolhida multidisciplinar, quando se trocam as mais diversas experiências, através do diálogo amigo; verificação de exercícios físicos específicos para melhoria de movimentos; drenagem linfática pneumática - chamada LUVA; massagem manual aplicada por uma das três fisioterapeutas ou uma das quatro massoterapeutas; aferição mensal da medida do braço afetado pela mastectomia e comprovação de peso para manter uma forma de vida saudável; empréstimo de livros para leituras sadias que ampliem conhecimentos positivos; dinâmicas de grupos nos diversos períodos de atendimento e visitações àquelas cuja fase requer presença e apoio em casa ou no hospital.

Nivéria afirma que além destes cuidados rotineiros, o Setor da Mama presta homenagens às mastectomizadas pelo Dia da Mulher com evento especial e pelo Dia das Mães, com café, cucas e pães, onde cada participante recebe um mimo. "No final do ano celebramos a Festa Natalina numa confraternização com brincadeiras, brindes, comes e bebes".


Mais de 12,2 mil pessoas envolvidas


Em 2018, informa Elenita, o Setor da Mama realizou atividades das mais diversas que envolveram aproximadamente 12,2 mil pessoas. As atividades foram as seguintes: Drenagem linfática manual que teve 1624 atendimentos; drenagem linfática mecânica resultou em 1837 atendimentos; avaliação de enfermagem teve 267 atendimentos; foram 108 encaminhamento para mamografia; 267 exames clínicos de mama; duas visita a paciente com câncer; 71 atendimentos psicológicos; 48 dinâmicas de grupo; 138 acolhimentos multidisciplinares; 16 orientações nutricional e oito avaliações de fisioterapia. "Também teve a Caminhada Rosa que contou com 110 participantes e a realização da panfletagem nos supermercados TOP e Schütze, Malharia Diana e durante o pedágio que envolveu aproximadamente 7.900 pessoas".

Nivéria destaca ainda que em 2018, o Setor da Mama, sob a coordenação da fisioterapeuta Nadja Kertischka lançou o projeto das pulseiras, para alertar as equipes das áreas de Saúde quanto às restrições clínicas em pacientes após tratamento. "Trata-se de uma pulseira de silicone maleável que destaca os símbolos da Rede Feminina de Combate ao Câncer, pressão arterial e aplicar injetáveis" observa ela ao destacar que para falar sobre a pulseira foram realizadas visitas em todas as unidades Básicas de Saúde, laboratórios, Hospital e Maternidade Oase e Corpo de Bombeiros. "A Rede disponibiliza estas pulseiras para as mulheres mastectomizadas".








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