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Realidades e perspectivas

Clarice Graupe Daronco
Foto: RAUL TAFNER

"2020, um ano e tanto. De um lado preferimos nem lembrar, de outro, parece que tudo continua, apenas continua...". A frase é da profissional, Bruna Nicole Tafner Pasqualini.

Bruna é fisioterapeuta, com graduação em Artes Visuais, sendo ainda artista das telas e das letras e fala à redação do JMV sobre 2020 e 2021 com destaque para as realidades e perspectivas.



A profissional relata que em março de 2020, uma semana antes de todo o comércio parar, teve a honra de colar grau de sua segunda graduação, Artes Visuais. "Se fechar os olhos lembro com saudade dessa plateia sem máscaras. Na primeira colação, fisioterapia, você tem a sensação de obrigação cumprida, você está iniciando uma profissão, um sonho realizado. Na segunda colação tudo é mais leve, com sensação de conquista, desejo realizado".

Segundo Bruna, seu intuito em ter feito a graduação em Artes Visuais, é insistir na apresentação sobre arte para as pessoas. "Fiz recentemente um perfil no Instagram @brunitart, onde busco conteúdos desse meu universo de arte, bem como a arte brasileira, obras nacionais, internacionais, museus. A arte me faz tão bem, que não quero ser egoísta de ficar com ela só para mim. Desejo que as pessoas busquem esse olhar, queiram despertar sentimentos de autoconhecimento, possam usufruir desta Arteterapia, que já tem comprovação científica faz tempo".

A profissional lembra ainda que foi em 2020, também em março, que aconteceu a Exposição Individual de Arte chamada Gênesis, com 12 pinturas, três esculturas e uma instalação, que devido à pandemia teve que ser interrompida. "Só quem já viveu uma exposição individual sabe o trabalho que é até preparar as obras, planejar e executar. Mas fiquei muito agradecida por ter realizado a abertura e ter recebido abraços calorosos. Mal sabia como esses abraços seriam raros nos meses seguintes".

Bruna afirma que o ano de 2020 revelou uma nova maneira de viver para todos. "O mundo teve grandes desafios e dificuldades. Nos primeiros meses de pandemia, a tristeza geral tirou minha inspiração, não fiz poemas, não quis pintar. Foi o ano que voltei a atender meio período após a maternidade, eram tantos desafios, mas em contrapartida a criatividade foi se aprimorando. Como trabalho com dermopigmentação também (sobrancelhas, lábios) minhas artes se mesclaram no trabalho e senti vontade de retomar os desenhos, abstratos. Por fim finalizei o ano com um quadro realista. Agradeço a Deus porque sempre pude dedicar-me às artes por amor e entrega absoluta. Tenho a profissão que me sustenta e assim sigo levando arte, buscando melhorar a cada dia. Abrindo os olhos de quem se permite olhar. A arte penetra em lugares inimagináveis do nosso subconsciente, sim, daqueles 90% da nossa mente, que ainda são muito desconhecidos pela inteligência humana".

Por fim, observa a profissional, em 2020 teve como surpresa a Lei Aldir Blanc, que após uma criteriosa avaliação, foi contemplada pela compra justa de 100 livros (80 Perceptivos Retalhos) e quatro quadros pintados, inclusive um retrato que fez do querido poeta timboense Lindolf Bell. "Fiquei muito contente, pois como todo artista, gostamos que essa energia que circula em nossa arte não fique estagnada. Dali, novas formas de levar arte vem surgindo. Estou fazendo réplicas de todos os meus quadros que tragam um preço final mais acessível. Surgiu também a impressão das obras em tecidos para confecção de vestuário, lenços, cangas, bolsas. Criatividade não falta e tenho várias amigas artistas que dividem essa nova forma de levar arte. Juntas somos melhores".

Bruna afirma que segue 2021 dando passos conforme suas pernas mas tem dentro de sim um fôlego gigante de criação. "Gosto de desafios e o principal deles é manter-me no centro, e para mim esse equilíbrio é estar no centro da vontade de Deus. Ele agora me pede que eu cumpra a posição de maior tempo como esposa e mãe. Muitas vezes, na vida da mulher moderna, a maternidade acaba por ser terceirizada, sei o quanto é difícil conciliar tudo, mas busco ao máximo ter essa prioridade. Cristã, esposa, mãe, fisioterapeuta, artista. Nessa ordem e cada coisa no seu tempo a engrenagem dá certo e segue seu fluxo. Viver é com certeza a melhor das artes. A paz de vida não tem preço e precede todo o entendimento. Um brinde à Arte!".


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