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Timbó na Fundação Estudar

Jovem timboense é uma das selecionadas para integrar o Programa de Líderes 2020

Clarice Graupe Daronco / JMV

TIMBÓ - A timboense Katarine Emanuela Klitzke, de 19 anos, que estuda Engenharia da Computação, em Georgia Institute of Technology (38º no Ranking Mundial de Universidades, THE) foi um dos 24 selecionados para o Programa de Líderes 2020 da Fundação Estudar. Em entrevista a jovem relata que, desde 1991, a Fundação Estudar seleciona jovens com potencial de transformação para receber bolsas para ingressar na Comunidade de Líderes. Neste ano o programa selecionou através de um processo seletivo que contou com 42.359 inscritos e sete etapas de avaliação, 24 líderes.

Em entrevista à redação do JMV, Katarine conta que desde que conheceu a Fundação Estudar em 2018 fazendo parte do programa Prep Estudar Fora que prepara jovens para estudarem nos Estados Unidos soube da magnitude, impacto e grandiosidade de ações que esta fundação tem no papel de transformar o Brasil em um país melhor. "O processo seletivo do programa Líderes da Fundação Estudar, seleciona todos os anos em média de 24 dos melhores alunos de graduação, pós e mestrado, destaque com alto poder de impacto social do Brasil, levado em consideração os parâmetros de seleção de acordo com os valores da Fundação Estudar (sonho grande, legado, execução, integridade, conhecimento aplicado, protagonismo, gente boa)".


Processo de escolha

Segundo a estudante, o processo em si conta com diversas etapas e uma média de 42 mil inscritos. "Na primeira etapa, temos que apresentar quatro momentos de atitude em nossas trajetórias através de textos no método STAR (situação, tarefa, atitude, resultado), testes de lógica, inglês, valores e matemática, além de redações e gravação de um vídeo. Para a segunda fase, apenas 568 jovens são entrevistados on-line por profissionais por cerca de uma hora para que a Fundação possa se aprofundar nas trajetórias dos jovens. Lembro-me que além da tensão das perguntas bem instigadoras da entrevistadora, tive que lidar também com um rápido raciocínio para formular respostas e encontrar exemplos que se encaixassem com minha trajetória e vivências. Uma das principais técnicas analisadas nessa etapa é a sua capacidade de story telling e aplicação do método STAR na prática".

A terceira etapa, explica Katerine, consistiu em um painel com ex-bolsistas da Fundação Estudar. "Tradicionalmente esta é considerada a etapa mais difícil, justamente por ser uma etapa que mais reprova e em que há a participação de uma banca de entrevistadores que analisam simultaneamente seis jovens, os quais muitas vezes são colocados uns contra os outros por possuírem sonhos e opiniões diferentes".

A jovem timboense observa que: "geralmente esta fase é presencial na sede da Ambev em São Paulo, porém devido à pandemia da Covid-19 este ano o painel deu-se de forma online. Para a maioria dos candidatos, após a fase do painel com ex-bolsistas existe apenas o painel final, o qual explicarei em mais detalhes posteriormente, porém para mim houve uma fase adicional, à qual apenas 11 candidatos foram submetidos, chamada de entrevista de aprofundamento de trajetória, em que fui entrevistada por dois outros ex-bolsistas especializados nas minhas áreas de interesse de trajetória (uma estudante de astrofísica da universidade de Columbia em NY e um estudante de PhD em Engenharia Mecatrônica e Computação por Carnigie Mellon University). Na oportunidade eles testaram conhecimentos técnicos sobre meus projetos futuros e projetos que faço parte atualmente (projeto da NASA e projeto de pesquisa em cosmologia computacional). De longe esta foi a fase mais difícil para mim, principalmente pelo nível das perguntas que me foram feitas haja visto que eu estava apenas terminando meu primeiro ano de graduação".



Parte mais difícil

Já, de acordo com Katerine, para o painel final apenas 50 jovens foram aceitos. "Novamente, esta fase foi online e contou com a presença de diversas pessoas influentes dentro da Fundação, do Brasil e do Mundo. Na fase final o objetivo é testar você mesmo e ver se não houve algum deslize em sua trajetória, se ela faz sentido e se os investidores da Fundação aprovam ter o jovem como parte da rede. Novamente seis jovens são selecionados para serem entrevistados simultaneamente e apenas três de cada painel foram aprovados. Para mim o principal ponto questionado foi o impacto e as contribuições que trarei para o Brasil quando eu voltar, haja visto que o Brasil ainda não é tão conhecido no seu desenvolvimento do sistema aeroespacial".  

A jovem estudante afirma que foi com muita alegria que no final de toda esta maratona de mais de sete meses de processo seletivo foi aceita como uma das 24 entre mais de 42 mil inscritos no mais competitivo processo seletivo do Brasil para me tornar uma Líder Estudar. "Os benefícios que ganho com isso são inúmeros, desde bolsa de estudos para custear minha universidade, treinamentos de alta qualidade para desenvolvimento pessoal e de trajetória e carreira, mentoria profissional, conexão com a rede de líderes do processo seletivo mais concorrido do Brasil, conexão com um grupo de jovens proativos e que querem e fazem deste país um lugar melhor e inúmeras oportunidades futuras de bons empregos nas maiores empresas do Brasil e do mundo".

Katerine destaca ainda que: "o auxílio e acolhimento que estou tendo atualmente por parte da Fundação representam muito para mim pois estão sendo fatores decisivos na possibilidade de continuar seguindo minha trajetória de estudos e pesquisa numa das melhores instituições de engenharia e tecnologia do mundo: Geórgia Institute of Technology".



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