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Momento econômico: o que ele exige?

10 Abril 2018 14:28:30

Empresário e presidente do Sindicato Patronal de Timbó, Edvaldo Angelo, avalia cenário atual

Clarice Graupe Daronco / JMV
Foto: FOTO/ARQUIVO JMV


TIMBÓ - "Um país economicamente equilibrado tem menos de 4% de desemprego. Índice de endividamento da população menor que 30% do PIB. Índice de inadimplência menor de 5%. Nível de mobilidade satisfatório, de forma de menor necessidade de utilização individual de automóveis. O nosso momento econômico exige parada imediata de queda da qualidade de vida da nossa população e retorno gradativo aos quatro primeiros índices mencionados. Vejo o atual governo muito dedicado na correção de rota econômica do Brasil". Com essas colocações o empresário e presidente do Sindicato Patronal de Timbó, engenheiro Edvaldo Angelo, avalia o cenário econômico atual.

O presidente fala ainda dos pontos positivos e negativos da atual situação, sobre a conjuntura econômica atual, a curto, meio e longo prazo, alta da moeda americana e também do momento político nacional estadual e municipal, sendo que neste ano serão realizadas eleições estaduais e nacionais.


Jornal do Médio Vale (JMV) - Como presidente de uma entidade patronal, quais os pontos positivos e negativos da atual situação?

Edvaldo Angelo - A estagnação e queda econômica do Brasil, acabou por fechar muitas empresas, "indústria, comércio e serviços". Aquelas que conseguiram ultrapassar este período estão diante de grande oportunidade de crescimento. Primeiro porque houve a depuração de muitos negócios que não suportaram o período de crise. Segundo, a economia volta a crescer e as empresas que venceram este período estão mais fortes. Então, os pontos negativos e positivos estão muito próximos. É uma questão de visão do empresário em otimizar seu tempo e inteligência.

JMV - Analise a conjuntura econômica em três momentos: atual, a curto prazo, a médio prazo e a longo prazo:

Edvaldo Angelo - A conjuntura econômica, neste momento, é de recuperação. No entanto, estamos diante da necessidade eminente de mudanças conjunturais, tais como aposentadorias públicas e privadas, sistema fiscal e outros. Já no próximo ano, razão da não aprovação dessas medidas, estaremos diante da necessidade em aumentar os impostos, para cobrir salários e aposentadorias indevidas. O Governo deverá aumentar o valor da Selic, para diminuir o consumo interno e para atrair dinheiro estrangeiro para aplicação financeira. Corremos um risco muito sério de a economia retroceder. O custo das autarquias e das instituições públicas para movimentar o Brasil está excessivamente alto. As instituições privadas (indústria, comércio e serviços) não conseguem mais suportar estes custos, que estão impactando na perda de competitividade.

JMV - Como empresário, como analisas a alta do dólar e como isso reflete nos negócios de sua empresa?

Edvaldo Angelo - A alta do dólar significa desvalorização do real. O lado bom, que é o caso de nossa empresa, somos beneficiados em todo produto que fabricamos e exportamos. O dólar alto incentiva a exportação o que beneficia a Balança Comercial do país. O lado ruim é para as empresas que contraem dívidas com dinheiro estrangeiro, portanto, com dólar (a empresa produz em R$ e paga a dívida em US$).

JMV - Aponte, de acordo com a sua visão, uma solução para a atual situação:

Edvaldo Ângelo - A solução para o Brasil deve-se ao fato do mesmo ter que passar por mudanças na Constituição. As cláusulas de direitos precisam ser reestudadas e reforçar as cláusulas de deveres. Em outras palavras, temos direitos demais e poucos deveres. Punições severas para as práticas de corrupção. Eliminar os foros privilegiados e direitos adquiridos.

JMV - Fale sobre o atual momento político nacional, estadual e municipal:

Edvaldo Angelo - O momento político nacional, no meu entendimento, é um grande teatro. Todas as articulações políticas são para diminuir a força da Lava-Jato, proteger "legalmente" as autoridades constituídas. Portanto, teremos reeleição da maioria do Congresso (senadores e deputados federais) e provavelmente teremos presidente de Centro "não extremista". No estado, não é diferente. Nossas opções para governador e senado são as mesmas. Em Timbó temos assistido evolução muito interessante. Nos últimos anos, os investimentos de nossa cidade tem tido continuidade, o que é muito saudável a longo prazo. Minha visão como cidadão timboense, é que melhorou muito a Saúde, Educação e mobilidade. A questão política, para continuidade ainda não está suficientemente clara.





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