Gasolina mais cara

04 Agosto 2017 13:46:47

Aumento recorde aconteceu após elevação de impostos e consumidores reclamam

Greici Siezemel / JMV
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Foto: FOTOS/GREICI SIEZEMEL

 

TIMBÓ – Os motoristas foram pegos de surpresa na semana passada quando o governo aumentou as alíquotas de PIS/Cofins sobre os combustíveis. A gasolina registrou elevação recorde desde a série histórica da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2004, com um crescimento médio de 8,22%. O etanol teve a segunda maior alta da série histórica, com 8,86%, e o diesel, o quarto maior aumento, de 5,05%. Antes, o maior aumento verificado pela agência, em termos percentuais, foi na semana de 17 de setembro de 2005, com 7,85%. A elevação dos impostos chegou a ficar suspensa entre os dias 25 e 26, por efeito de uma liminar concedida pela 20º Vara Federal do Distrito Federal em Brasília, mas a Advocacia Geral da União recorreu e o Tribunal Regional Federal (TRF-1) anulou a decisão que suspendia o aumento.
 Os dados da ANP mostram que os preços para o consumidor final também foram pressionados, embora em menor proporção, por outros fatores, como a Política de Reajustes da Petrobras e o aumento na margem de comercialização dos postos. Segundo a Agência, a maior inflação nos preços finais da gasolina foi registrada na região Sul (10,08%), seguida do Centro-Oeste (9,85%). “Houve, na semana passada, uma conjunção de fatores, com um aumento dos impostos justamente num momento em que o barril do petróleo começou a subir e a Petrobras teve de reajustar seus preços nas refinarias", explicou o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires, em entrevista ao Jornal Valor Econômico.
Uma das categorias bastante afetadas pelo aumento foi a dos caminhoneiros, que se mobilizaram e fizeram protestos nas estradas, no dia 1º. Além de reivindicar contra aumento de combustíveis que encareceu o preço nos postos em todo o país, a mobilização pediu também mais segurança nas estradas, preço mínimo para o frete e aposentadoria diferenciada para os caminhoneiros.

 

De olho no preço em Timbó

 

Nossa equipe de reportagem fez um levantamento dos preços de gasolina no município. A média cobrada pelo litro de gasolina comum em Timbó é de R$ 3,46 e da gasolina aditivada é de R$ 3,53. A diferença entre o valor mais caro e o mais barato cobrado pelo litro de gasolina comum é de RS 0,14 centavos. Já na gasolina aditivada, a diferença é de R$ 0,22 centavos entre o posto mais caro e o mais barato. Vale a pena pesquisar para economizar um pouco. 
Os donos de postos de gasolina também reclamam da situação. “Hoje, o impacto no preço do combustível gerou prejuízo até para nós, pois o que recebemos de aumento do governo não foi repassado para o consumidor, então estamos trabalhando com um preço defasado perante a elevação. Não temos defesa alguma, pois o governo aplica os impostos e nem sempre dá para repassar para a bomba o valor que nós recebemos de aumento. Estamos trabalhando com menor lucratividade”, lamenta Orestes Dallabona, proprietário de um posto de gasolina de Timbó. 

 

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