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Câncer infantil

12 Junho 2018 16:26:38

Emanuelly, de três anos, diagnosticada com leucemia está fazendo tratamento em Florianópolis

Clarice Graupe Daronco/JMV
Foto: FOTOS/CLARICE GRAUPE DARONCO/JMV


TIMBÓ - O câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afeta os glóbulos brancos), os do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático).

Também acometem crianças e adolescentes o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (das células que vão dar origem aos ovários ou aos testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).

Assim como em países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que ocorreram cerca de 12.600 casos novos de câncer em crianças e adolescentes no Brasil por ano em 2017. As regiões Sudeste e Nordeste apresentaram os maiores números de casos novos, 6.050 e 2.750, respectivamente, seguidas pelas regiões Sul (1.320), Centro-Oeste (1.270) e Norte (1.210). Para este ano de 2018, a estimativa é de 12.500 novos casos.

Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.


A pequena timboense Emanuelly Anastacio, de três anos, é uma das crianças que está em tratamento de câncer. A filha de Rafaela e Alex Anastacio, foi diagnosticada com leucemia, em dezembro de 2017 e agora realiza tratamento em Florianópolis.

Em entrevista a mãe relata que a pequena Emanuelly passou quase todo o mês de dezembro doente e com febre alta e foi diagnosticada com leucemia. O tratamento terá duração de pelo menos dois anos e começou já no início de janeiro. Na época a família enfrentou a falta do medicamento Elspar, que era necessário a pequena tomar para dar início à quimioterapia e assim evitar que a menina tivesse outros problemas.

"Na oportunidade, a médica do Hospital Santo Antônio nos explicou que a medicação é comprada pelo Ministério da Saúde e fornecida pelo Estado, mas estava em falta há pelo menos três meses em Blumenau. No caso de Emanuelly, a médica Marcela Barros de Souza, foi extremamente envolvida e conseguimos que ela iniciasse o procedimento na data junto ao Hospital Joana de Gusmão, em Florianópolis, onde o medicamento só estava disponível graças a uma ajuda da associação de voluntários da instituição".


Desde janeiro a menina realiza o tratamento em Blumenau e a família passa por algumas situações complicadas. Em razão da doença da pequena a mãe teve que parar de trabalhar para cuidar dela, e o pai que trabalha como auxiliar de eletricista, precisa pedir folga no trabalho para levar a menina à Florianopolis. "A Secretaria de Saúde através da Prefeitura disponibiliza transporte, mas no mesmo dia várias pessoas utilizam do mesmo veículo e devido a baixa imunidade de Emanuelly, em razão da medicação, precisamos evitar o contato com outras pessoas, inclusive ela não frequenta a creche, não pode brincar com os priminhos e nem frequentar qualquer tipo de ambiente que tem circulação de pessoas, pois é possível que em qualquer descuido ela tenha uma doença e isso prejudica o tratamento", explica a mãe ao relatar que o dia a dia da pequena é super restrito, e quando precisa sair ela tem que usar máscara e estar sempre protegida.


A família está morando de favor, pois onde moravam anteriormente tinha animais, como gatos, cachorros, galinhas, entre outros e a Emanuelly não podia conviver com eles, pois corre o risco de pegar algum tipo de doença. "Apesar de todas as privações ela está reagindo muito bem ao tratamento e com certeza em breve estará curada. Devido a quimioterapia ela teve queda de cabelo, ficou mais fraquinha e tem sensibilidade à luz. Mas apesar disso, estamos otimistas pois ela não precisou ficar internada desde que começou a fazer o tratamento. Sempre foi até Florianópolis e retornou após a aplicação da quimioterapia", conta Rafaela.

A pequena Emanuelly terá que fazer quimioterapia até agosto deste ano e depois fará apenas o acompanhamento até fechar os dois anos de tratamento. "Além do deslocamento também gastamos muito com medicação a cada aplicação de quimioterapia e um remédio novo que é preciso comprar ou manipular para ela tomar. Estamos aceitando toda a ajuda possível, pois em razão do meu marido ter que nos levar à Florianópolis o salário dele sempre vem menor, pois ele perde horas e precisa de adiantamento para colocar combustível".

Caso a comunidade queira ajudar a família da pequena Emanuelly pode fazer depósito de qualquer valor na conta bancária na Caixa Econômica Federal, no nome de Rafaela E. Anastacio (000.24368-6/ 0809-001). Mais informações através do telefone: (47)9.9266-0723.






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