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Infestação de caramujos africanos em Timbó

14 Maio 2019 14:02:30

Vigilância Sanitária confirma presença do molusco em 10 bairros

Bruna Laline Ramos / JMV
Foto: FOTO/ DIVULGAÇÃO/IMAGEM ILUSTRATIVA


TIMBÓ - Um molusco terrestre tropical, originário do leste e nordeste da África, que foi introduzido no Brasil a partir de 1988 como uma forma barata de substituir na gastronomia o "escargot". Esse é o caramujo africano, uma praga transmissora de parasitas que causam doenças e que atualmente está presente nas cidades da região, inclusive em Timbó.

Segundo informações do coordenador da Vigilância Sanitária municipal, Carlos Bras Busarello, o caramujo africano já foi encontrado em 10 bairros de Timbó: Nações, Imigrantes, Estados, Araponguinhas, Vila Germer, Padre Martinho Stein, Pomeranos, Centro, Capitais e Dona Clara.

Ao ser questionado sobre os procedimentos adotados, Busarello explica que a Vigilância Sanitária atende as solicitações e/ou denúncias sobre infestações de moluscos, investigando a presença desses, com a correta identificação da espécie. Após a identificação da espécie, realiza a vistoria no imóvel encontrado e nos imóveis vizinhos e orienta os munícipes sobre a metodologia de busca, coleta e controle do aaramujo africano, além da utilização correta do Equipamento de Proteção Individual (EPI), obrigatório para essas atividades e expede um termo de responsabilidade.

"Realizamos visitas periodicamente nos imóveis para certificar que o controle está sendo realizado pelo proprietário e vizinhos. Se houver necessidade, orientamos novamente o responsável pelo imóvel ou o notificamos com base no Código Sanitário Municipal, Lei Complementar nº 466/15", complementa.

Para evitar o aparecimento desses animais, a Vigilância Sanitária orienta aumentar a insolação do quintal para diminuir a umidade e eliminar plantas rasteiras, arbustivas ou ornamentais que estejam servindo de abrigo e alimento para esses moluscos. "O responsável pelo imóvel também deve evitar a proliferação desses animais mantendo o quintal limpo, com mato roçado, sem entulho, sem resíduos orgânicos e sólidos, sem acúmulo de materiais como telhas, tijolos, madeiras e blocos, recolher frutas das árvores do chão e retirar os alimentos dos animais domésticos à noite", orienta Busarello.

Com relação à metodologia de busca, coleta, controle e descarte do caramujo africano, os técnicos que realizam as visitas nos imóveis estão orientando a população da seguinte forma, através da Metodologia Por Imersão: fazer uma solução de cal, sabão em pó, detergente ou cloro e colocar em recipiente adequado como tambores, lixeiras com tampas, baldes ou sacos plásticos de alta resistência; utilizando luvas de borracha ou similar, fazer a catação dos caramujos e seus ovos e colocar no recipiente com a solução escolhida, deixando o caramujo totalmente imerso na solução até sua morte; após, pode ser colocado para a coleta de lixo comum, desde que estejam mortos e armazenados de modo a não vazar líquido. Tanto a solução de cal, como cloro, sabão em pó ou detergente, a medida é um copo de 200 ml cheio do produto para cinco litros de água.

Os moradores de Timbó que tiverem dúvidas ou suspeitarem da presença do caramujo africano em sua propriedade, podem entrar em contato com a Vigilância Sanitária do município, que tomará as devidas medidas para evitar a infestação do molusco.





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