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Sangue: Hemosc necessita de reforço

Doações devem ser agendadas em razão do estado de pandemia que Santa Catarina e o país vivem

Clarice Graupe Daronco / JMV
Foto: Divulgação

TIMBÓ - "Devido à pandemia do novo Coronavírus os nossos estoques para as tipagens O e A positivo e A negativo estão necessitando de reforço". A colocação é do gerente de captação de doadores do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc), Silvio Antonio Battistella.

Questionado sobre quais ações estão sendo realizadas para incentivar a doação de sangue, Battistella explica que: "os hemocentros espalhados pelo estado, através de seus setores de Captação de Doadores, fazem contato com doadores das tipagens acima discriminadas para buscar agendar doações e recuperar os estoques que estão abaixo do que consideramos ideal. Além dessa ação, nosso setor de Comunicação Corporativa tem feito postagens em nossas redes sociais divulgando essas deficiências e buscando incentivar os doadores a realizarem novas doações"

O profissional também explica que as doações de medula estão acontecendo normalmente, porém, neste momento de pandemia, está sendo informado que o interessado em realizar o cadastro de medula o faça mediante uma doação de sangue.

"Os interessados em se tornar candidatos à doação de medula óssea deverão se dirigir a uma das unidades do Hemosc, onde será recolhida uma pequena quantidade de sangue, cerca de cinco mililitros (ml) e os resultados da análise deste material serão encaminhados para o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), processo esse que tem demorado entre três e seis meses. Na nossa página na internet http:// www.hemosc.org.br/medula-ossea.html existem outras informações a respeito do processo de doação de medula".

Battistella observa ainda que em razão deste estado de pandemia que atingiu a todos, o Hemosc está trabalhando com horário de atendimento reduzido. "Em nosso site constam as informações a respeito do horário de atendimento de nossas unidades, com agendamento prévio, que também pode ser feito através do nosso site buscando pela aba "Agende sua Doação". Atualmente estamos condicionando o cadastro no Redome (medula óssea) à uma doação de sangue, somente durante a pandemia".



Questionado sobre como a direção analisa o momento da pandemia da Covid-19 e situação das doações de sangue e medula e também a quantidade de sangue que os hospitais precisam o profissional destaca que: "desde o início desta pandemia o Hemosc se preocupou em fazer um volume de estoque de sangue superior ao considerado ideal em tempos normais, buscando com isso o enfrentamento de situações críticas, com relação à escassez de sangue. Acreditamos que essa estratégia foi assertiva, pois somente em um momento tivemos preocupação com baixa excessiva de estoque, mas somente de uma tipagem, que foi o O-. A preocupação de termos um controle mais preciso desse estoque também foi priorizada, e através dele foi possível detectar que a demanda por sangue neste período fi cou dentro da média esperada, houve alguns picos de alta procura mas que não representaram uma ameça para a falta de sangue em nenhuma das tipagens".

Já com relação à interferência da pandemia com relação às doações, Battistella observa que: "entendemos que de maneira geral o impacto não foi representativo. Em algumas regiões, e em alguns períodos do ano, chegou a representar uma diminuição de doadores, mas por trabalharmos em hemorrede, outras regiões que não estavam sendo tão afetadas pela pandemia, conseguiram suprir a demanda".

O profissional afirma ainda: "entendemos que o período mais crítico com relação ao número de doações foi no mês de julho, e esteve associado muita mais a fatores climáticos, frio intenso e vendaval ocorrido no início daquele mês, do que em razão da pandemia".


Salve vidas

"Você jovem de 16 e 17 anos já pensou em salvar vidas doando sangue?". Com essa frase o Hemosc convida os jovens a realizarem a doação de sangue.

Segundo Battistella a partir de 2011 os jovens de 16 e 17 anos podem se candidatar à doação de sangue no Brasil. Desde então, a hemorrede pública brasileira vêm estimulando a doação por esses jovens com palestras, ofi cinas, atividades dentro das escolas conscientizando sobre a importância desse ato que salva vidas.

No ano de 2019 a hemorrede catarinense teve 1.742 doações por esse grupo de doadores, representando 1,43% do total de doações. Em 2020, até o momento, foram 971 doações, representando 1,27%. "Precisamos melhorar esse índice! Nesse sentido, desafiamos a todos que tenham jovens em suas casas, em suas rodas de amizade, em seus locais de trabalho, em seus cursos, que divulguem essa possibilidade de ser feliz ajudando alguém. Construindo assim, uma vida efetiva compartilhando vidas e doando vida".

O profissional informa que em Santa Catarina jovens de 16 e 17 anos precisam estar acompanhados por um responsável legal para doar. O jovem que for emancipado poderá doar munido do seu documento original de emancipação.



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