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Cimvi recebe promotores do Gaeco

13 Abril 2018 11:14:32

Fernando Tomaselli explica que procedimento teve como finalidade busca de cópia de processo licitatório realizado em 2017

Clarice Daronco

IMBÓ - "A diretoria do Consórcio Intermunicipal de Médio Vale do Itajaí (Cimvi) recebeu no dia 10 de abril, às 11h, em sua sede localizada na rua Tupiniquim, dois membros do Ministério Público do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com a finalidade de buscar cópia de processo licitatório 016/2017 - Tomada de Preços para Serviço de Transbordo e Transporte de Resíduos já finalizado e arquivado".

As informações são do diretor executivo do Cimvi, e refere-se a ação que o Gaeco realizou no dia 10 de abril, quando efetivou o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão e quatro ordens judiciais para acesso imediato a documentos para apurar suspeitas de corrupção na coleta de lixo em sete cidades catarinense.

"A iniciativa da Procuradoria-Geral de Justiça recebeu o nome de Operação Reciclagem e os mandados foram cumpridos em órgãos públicos, empresas e residências de Bombinhas, Gaspar, Rio do Sul, Timbó, Ituporanga, Rio do Sul e Lontras. O procedimento de investigação criminal que apura possível prática dos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro no município de Bombinhas, e dos representantes de empresas do ramo da coleta seletiva com sede em Gaspar está em curso desde o fim de 2016", explica Tomaselli.

O diretor do Cimvi acrescenta que nesse período estão sendo realizados acompanhamentos de eventuais novos contratos da referida sociedade empresarial em outros municípios do estado com a finalidade de desenvolver a mesma atividade, em destaque nos municípios de Rio do Sul e Ituporanga, percebendo-se a possível cartelização de outras empresas ligadas ao grupo com o intuito de fraudar o processo licitatório ou obter vantagem sobre demais concorrentes.

De acordo com Tomaselli quanto ao processo licitatório do Cimvi, ocorrido no final de 2017 tendo sua homologação em 10 de janeiro de 2018, participaram, inicialmente, quatro empresas, sendo uma de Joinville, duas de Gaspar e uma de Curitiba.

"Por iniciativa da Comissão de Licitações local, houve uma ação administrativa própria questionando possível origem em comum das empresas gasparenses, resultando na inabilitação de uma delas por uma série de motivos - tudo isso publicado em Ata específica no Diário Oficial dos Municípios/ SC, o que corroborou com a ação do próprio Ministério Público em curso e foi motivo de interesse para auxiliar em possíveis provas da investigação. Para os devidos fins, comunicamos que a empresa vencedora do referido certame foi a de Joinville, conforme publicação oficial".

Tomaselli afirma que: "em suma, o procedimento transparente e assertivo da Comissão de Licitações do Cimvi veio a contribuir para a ação investigatória do Ministério Público - Gaeco, conforme sua própria manifestação verbal aos servidores públicos na manhã do dia 10 de abril, o que é digno da conduta sempre condizente nos quase 20 anos de história do Cimvi".




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