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Ensino Médio: o que vem por aí?

10 Julho 2018 15:14:27

Diretor, Almir Kuehn, fala sobre a proposta de reestruturação do currículo norteada pela Base Nacional Comum Curricular

Clarice Graupe Daronco/JMV


INDAIAL - As mudanças decorrentes da reforma do Ensino Médio ainda não deverão ser colocadas em prática este ano. A previsão do Ministério da Educação (MEC) é de que o novo formato do currículo para esta etapa do ensino comece a ser implantado nas escolas brasileiras a partir de 2019, já que parte da definição sobre o que deverá ser ensinado depende da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Apesar disto muitos pais e alunos estão preocupados e buscam saber o que irá mudar. Para esclarecer sobre este assunto a redação do JMV entrevistou o professor e diretor da Escola de Educação Básica Professora Attela Jenichen, de Indaial, Almir Kuehn.

Segundo ele, a proposta de reestrutura do currículo do novo Ensino Médio será norteada pela BNCC, que é o órgão que define as competências e conhecimentos essenciais que deverão ser oferecidos a todos os estudantes na parte comum. "A reforma do Ensino Médio é uma mudança na estrutura do sistema atual e ainda necessita muita discussão, pois não está compreendida e há muitas dúvidas de como se dará na prática o que realmente muda e se estas mudanças contribuem, prejudicam e garantem a qualidade do ensino e a valorização dos profissionais", relata ele.

Kuehn explica que segundo a proposta do governo este novo sistema propõe a flexibilização da grade curricular, o novo modelo permitirá que o estudante escolha a área de conhecimento para aprofundar seus estudos, porém ainda há controvérsias e incertezas de como isso se dará na prática e isto divide opiniões. "Não está claro o suficiente quando se referem as disciplinas obrigatórias e as disciplinas que sairão da proposta curricular o que poderá ser um grande retrocesso, pois alguns componentes curriculares que hoje compõem o Ensino Médio são frutos de longa luta e debates e seria um grande erro deixar de tê-las como obrigatórias".

Em tese, destaca Kuehn, a BNCC pretende promover a elevação da qualidade do ensino no país por meio de uma referência comum obrigatória para todas as escolas de educação básica. "E uma rearticulação do Ensino Médio que passa pelas definições da BNCC, porém por meio de propagandas e divulgações através da mídia e propagandas do próprio governo se cria uma grande expectativa que sabemos que não há estrutura para garanti-las, pelo menos no atual momento a estrutura que é ofertada não garante as mudanças previstas".

O lado positivo

O diretor relata ainda que quando se refere ao estudante poder escolher seu itinerário formativo, ele vê com bons olhos, lhe parece muito interessante, inclusive no atual projeto desenvolvido na Escola de Educação Básica (EEB)Professora Attela Jenichen, de Indaial, onde o estudante tem a possibilidade de fazer escolhas do que irão incluir no percurso formativo, porém isso é para além das disciplinas obrigatórias previstas na base nacional. "No Plano Nacional de Educação, a meta seis trata justamente deste item ampliação da jornada escolar "oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica" (MEC2014). Vale destacar que esta meta deve ser cumprida até 2024, estando em 2018 percebe-se que dificilmente essa meta será atingida, então ao pensar uma reformulação é importante prever a estrutura e a aplicação dos recursos para garantir a eficiência dessa mudança".

Kuehn observa ainda que a EEB Professora Attela Jenichen é uma das 32 escolas de Ensino Médio do Estado de Santa Catarina que trabalham com o projeto da Escola de Ensino Médio Integral em Tempo Integral e é possível perceber que esta estruturação demanda grande investimento, pois os tempos são diferenciados. "Há a garantia de tempo de planejamento e formação aos professores, há previsão de investimentos em viagens de estudos, já recebemos um bom investimento em materiais esportivos e o mais importante uma proposta que mostra eficiência, porém ainda temos grandes deficiências na garantia de estrutura entre elas o investimento nas mídias (salas informatizadas, equipamentos de multimídias, TV), internet, obras literárias, equipamentos para os momentos de convivências entre outros itens que poderão garantir a qualidade no atendimento".

Mais investimento

O diretor afirma ainda que na EEB Professora Attela Jenichen tem uma equipe de profissionais comprometidos e que tem buscado dia a dia fazer a diferença e garantir a qualidade na oferta do Ensino Médio Integral em tempo Integral. "Continuamos trabalhando no sentido de cobrar e garantir alguns investimentos básicos e necessários para qualificar o trabalho na escola que vai desde a climatização dos espaços como os equipamentos dos laboratórios, os equipamentos de multimídia, salas informatizadas, equipamentos para os espaços de convivências e obras literárias para a biblioteca. Algumas parcerias estão sendo importantes até o momento, porém não estão sendo o suficiente, estamos em diálogo constante com a Gerência Regional de Educação de Blumenau, professor Eliomar Russi, com o secretário de Desenvolvimento Regional de Blumenau, Miguel Angelo Soar e mesmo com a Secretaria de Estado da Educação por meio da diretora Marilene Pacheco para que as prioridades da escola sejam atendidas para que esta nova proposta de Ensino Médio que no momento está sendo implantada na escola tenha a garantia do sucesso".



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