Roda de Amamentação foca na troca de experiências

Clarice Graupe Daronco
Foto: Raquel Piske/Ascom PMT

"Mais que um alimento essencial, o leite materno também garante muitos benefícios para os bebês. Tanto é, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis primeiros meses de vida, e ainda, que ele seja um complemento até a criança completar dois anos de idade. O assunto é tão importante, que este mês ficou conhecido como Agosto Dourado, e tem uma semana inteira voltada para incentivar e encorajar mulheres a praticarem esse ato de amor e resistência". Com essas palavras a nutricionista da Secretaria de Saúde do município de Timbó, Luize Amanda Salvador juntamente com a enfermeira e coordenadora técnica da Saúde da Mulher, Luciana Butzke Marconcini, e a enfermeira e gerente de enfermagem, Fernanda Vicente Dalpiaz, deram início à Roda da Amamentação, que aconteceu na tarde do dia 3 de agosto, junto ao Centro Evangélico Cristo Redentor, no Centro.

Segundo as profissionais "estamos no Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre a importância da amamentação para o desenvolvimento e saúde dos bebês. As ações são promovidas pela Prefeitura de Timbó, através da Secretaria de Saúde e Assistência Social".

Luize destaca que o tema nacional da campanha do Agosto Dourado deste ano é 'Fortalecer a amamentação: educando e apoiando'. Por isso, nos meses de junho e julho em parceria com a Secretaria de Educação, foram ministraram palestras para estudantes dos 8ºs anos nas seis escolas da rede municipal sobre a importância da amamentação. Nestas palestras os alunos desenvolveram frases de sensibilização acerca da temática. Uma frase de cada escola, então, foi escolhida para fazer parte da campanha de divulgação do Agosto Dourado, em outdoors pela cidade e nas redes sociais da Prefeitura".



Já durante a Roda de Amamentação, as lactantes, gestantes e profissionais da Saúde tiveram uma rica troca de experiências sobre amamentação, através de relatos e conversas. Tudo isso, num clima leve, regado a apresentações musicais e poesia, conduzidas pelas próprias profissionais da Saúde. "O objetivo da roda de conversa é estimular as mães e incentivá-las a praticar esse ato, uma vez que o leite materno é o alimento mais completo e que a mãe produz especificamente para seu filho, contendo os nutrientes e anticorpos que previnem de doenças", pontuam as profissionais.

Depoimentos:

A redação do JMV visando contribuir com o tema, sobre a importância da amamentação, divulga dois depoimentos de profissionais médicas que estão vivenciando este momento com seus filhos.

Médica ginecologista e obstetra, Carla Cristine da Silva deixou o seguinte texto: "Abrindo meu coração no mês da amamentação. Quem me vê amamentando há um ano e nove meses, mesmo em meio à trabalho e compromissos, pode achar que eu vivo num conto de fadas em que amamentar é sempre bom, não dói, não é solitário, não é cansativo. É muito maravilhoso e também difícil para mim desde o começo, e continua sendo. Como é para você. A ato de amamentar, para mim, é uma ambiguidade de sentimentos! Na grande maioria das vezes me sinto colorida, cheia de luz, inteira, intensa, bonita e poderosa enquanto estou nutrindo minha filha de alimento, anticorpos, nutrientes e muito aconchego. Mas tem sim aqueles instantes em que me sinto desfocada, pela metade, solitária, cansada, e longe de ter minha liberdade de ir e vir. Eu tenho certeza que você que está na mesma fase que eu, tem os mesmos sentimentos. Assim, essas palavras são para homenagear você, e eu, que em meio a mil turbilhões e opiniões seguimos na missão de AMAmentar quem a gente AMA. Incentive, ajude, se preocupe, converse, apoie quem está amamentando. O nublado existe, mas pode se tornar muito mais colorido do que podemos imaginar. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é!".

Já a médica pediátrica, Fabiane Costa, que tem uma bebê de nove meses, que segue amamentando destaca que: "Amamentar certamente é um grande aprendizado na vida de uma mulher! É desafiador, e como! Cada mulher com sua história vive a sua realidade diferente, e também por motivos diversos consegue ou não amamentar. Amamentar é resistir: porque você vive o esgotamento físico, a doação de tempo incondicional e cuidado integral com o seu bebê. Você abdica de alimentar-se ou ir ao banheiro porque seu bebê está sendo nutrido. Você abdica de sair de casa para manter a rotina de amamentação do seu bebê. O sono noturno da mãe é interrompido. Mesmo exausta você acorda para nutrir o seu filho. Amamentar é resistir ? porque o esgotamento físico e mental impactam diretamente na produção de leite. E mesmo assim, você resiste tentando dar conta das suas responsabilidades. Amamentar é desafio diário e exige uma rede de apoio que cuida da mãe para a mãe conseguir cuidar do bebê. É preciso resistência, conhecimento e muito apoio para amamentar. E mesmo assim, nem sempre essa será uma fórmula mágica para conseguir amamentar. No nosso caso filha, agradeço o conhecimento teórico a nosso favor e a nossa rede de apoio maravilhosa que nos apoia na amamentação. Estamos caminhando nessa jornada. Resistindo às dificuldades inerentes à vida. Estamos resistindo, estamos conseguindo!"



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